Chile - Santiago

Chile - Santiago

Roteiro: Santiago em 3 dias

 
Como se pode ver, viajamos bastante. Não trazemos queixas nas bagagens, mas apenas boas memórias. No entanto, algumas viagens são melhores do que as outras. Assim foi nossa visita ao Chile, simplesmente adoramos. A capital do Chile é uma cidade moderna e bem organizada. Não é propriamente uma cidade pequena, mas seu sistema de transporte, bastante eficiente, permite que o visitante possa circular por todo seu território com rapidez e segurança. Nossa sugestão de roteiro foi pensada para visitante que faz sua primeira visita à Santiago. 
 
O que fizemos? Nós vivemos 3 dias bem vividos na capital e partimos em incursões, os chamados bate-voltas, para algumas cidades vizinhas, sendo elas: Valparaiso, Viña del Mar e San José del Maipo (vide outros roteiros). Não temos queixas, como já dissemos
 

Roteiro

 
O espetáculo começa antes de pisar seus pés no pais! Olhe os Andes!
 
 
Primeiro dia
 
O Centro histórico da cidade é alguma coisa de muito bacana. Há muito o que ser feito nessa região, a começar: andar à balde! Atente para alguns pontos específicos: visite a Praça das Armas; a Catedral Metropolitana; o Palácio de la Moneda e o Museu Histórico Nacional.
 
Palacio de la Moneda
 
 
O Palácio de la Moneda é a sede da Presidência da Repúbica do Chile. A construção, que data do século 18, tem muita história para contar. A quem interessar, e também tiver tempo, saiba que há uma visita guiada pelo Palácio. Nós até nos programamos para fazê-la, mas em meio à correria e diversas atrações da cidade, acabou que faltou tempo. Ficou para depois!
 
 
Entrada da Catedral Metropolitana
 
Também no coração da cidade, a Catedral está situada na Praça das Armas. Como o Palácio de la Moneda, foi construida no século 18, Seu interior não decepciona, não deixando a desejar a qualquer catedral européia. Vale a entrada que, aliás, é gratuita.
 
O Museu Histórico Nacional
 
 
O museu é oportunidade para que o visitante, sobretudo se estrangeiro, possa melhor conhecer a história do Chile, especialmente durante o seu período colonial. É preciso que se diga que, caso o visitante tenha expectativas de ter acesso acervo que dê conta da história contemporânea chilena, ele se decepcionará. A parte relativa ao século 20 nos parece, no melhor das hipóteses, simbólica. Poucos são os registros, por exemplo, que dão conta da famosa e terrível ditadura chilena, responsável por um dos regimes políticos mais duros do continente. Mas não fique ansioso! Logo mais você terá oportunidade de conhecer um dos museus mais fantásticos que a capital chilena pode nos oferecer!
 
Segundo dia
 
Vamos lá, hoje o dia vai ser longo! Não estranhe nossa sugestão, recomendamos que no inicio da tarde se dirija ao Cemitério Geral de Santiago. Asseguramos que é um dos mais belos cemitérios que já tivemos oportunidade de visitar. Se o viajante acha que cemitério é coisa de outro mundo, tem espíritos ou coisa que o valha, é funebre (sim, isso obrigatariamente é) enfim, não tem saco para fazer uma visita dessas, não faça. 
 
O fato é que no lugar de simples tumbas, nos deparamos com belíssimas construções e esculturas. Fora o fato de você ter oportunidade de visitar a tumba de personalidades importantes da história chilena. Nesse caso sugerimos que se dirija ao patio 40, onde se encontra o belíssimo túmulo do presidente Salvador Allende. O cemitério está colado à estação do metrô Cementerios.
 
O túmulo de Allende
 
Quer um refresco? Ok, nós estivemos no Chile durante o mês de outubro, portanto, na primavera. Encaramos temperaturas ligeiramente altas, próximas de 30 graus. Como adoramos sorvetes, não nos importa se frio ou calor, encaramos. Pois saibam que a cidade tem excelentes sorveterias. Não deixem de encarar uma delas!
 
 
 
 
Bem, vamos reconhecer que ir a cemitérios seja um habito que pode soar estranho, ok. Mas, por favor, não deixe de visitar o incrível Museu da Memória e dos Direitos Humanos. Ele também dá conta da morte e do clima pesado que somente as ditaduras nos trazem. 
 
 
 
Não se arrependerá em visitar o Museu da Memória e dos Direitos Humanos
 
 

Lembre-se que no contexto da chamada Guerra Fria, boa parte da América Latina foi brutalmente atingida por terríveis ditaduras militares. O Chile foi palco de uma das mais terríveis entre todas, aquela iniciada pelo Augusto Pinochet. Pinochet derrubou o governo eleito do presidente Salvador Allende e mandou liteeralmente bala: mantou, torturou, expulsou cidadãos, fez o diabo!

 

Tudo começou quando em 11 de setembro de 1973, tropas do exército bombardearam o Palácio la Moneda (aquela lá acima!), sede do poder executivo chileno. A notícia que viria à público dava conta de um "suicídio" do presidente Allende, fato que seria desmentido posteriormente. Allende, infelizmente, como dissemos, não seria o único a ser assassinado.

 

 
Quinta Normal
 
 
O Museu está situado nas redondezas da Quinta Normal, outra atração que recomendamos visita. No interior da Quinta, o visitante terá acesso à importantes atrações. A primeira delas é o Museu de História Natural (Museu Nacional). 
 
 
O Museu, com entrada franca, permitirá acesso á diversidade da flora e fauna chilena. Todos se lembram do mapa do Chile, certo? O pais é estreito, mas comprido, chegando até o extremo sul do continente. Região conhecida pelo frio, pelo gelo e pelos animais que costumam habitar regiões desse tipo.
 
 
 

O Museu não apenas tem como objeto a flora e a fauna, mas também procura dar conta da ocupação humana nesse território. Como o homem, em um território tão diverso, se organizou para viver? Seu acervo, aliás, é bem organizado e bem distribuido no amplo espaço do museu, o que torna sua visita interessante, inclusive ou especialmente para as crianças.

 

 
Caso esteja com criança, recomendamos que visite, ainda no interior da Quinta, o Museu da Ciência e Tecnologia.
 
 
 
Uma museu repleto de experiências e atrações especialmente interessante para as crianças.
 
 
As dependências do Museu de Ciência e Tecnologia
 
 
Terceiro dia
 
Vá direto para o Barrio Bellavista. Nessa região, além do passeio por esse agradável e belo bairro, terás oportunidade de visitar o Parque Metropolitano da cidade. Há um funicular que permite bela vista da cidade. 
 
 
Parque Metropolitano
 
 
O surgimento do bairro se situa no ido período colonial, mas será somente no século 19 que a região passaria por uma reforma urbanistica para que bem abrigasse as elites da cidade. O traço aristocrático da região permanece nas belas casas e ruas arborizadas, que vale seu passeio. Hoje, no entanto, o forte do local é mesmo a vida norturna, seus bares e restaurantes.
 
Por falar em comida! Te liga, eles não vacilam com a pimenta!
 
 
Em nossa opinião, contudo, o ponto alto dessa visita será o Museu La Chascona, a casa do poeta Pablo Neruda, simplesmente imperdível 
 
La Chascona
 
Pablo Neruda (1904-1973) eternizou-se em seus poemas. É figura que tem reconhecimento internacional como um dos maiores poetas do planeta. Nasceu como Ricardo Bosoalto, filho de um operário e uma professora primária, mas já aos 13 anos de idade era reconhecido como um virtuoso pequeno poeta em sua escola no interior do Chile. No final dos anos 20 ingressa na carreira diplomática, atividade que lhe permitiu grande experiência internacional e contato com pessoas das mais variadas formações intelectuais e artísticas. Em 1971, já Neruda, ganha o prêmio Nobel de Literatura, ponto alto de sua incrível carreira.
 
A casa é interessantíssima!
 
Quem vai a Santiago não pode deixar, portanto, de visitar La Chascona. "A descabelada" (La Chascona), apelido de sua mulher, é a residência em que o poeta viveu seus últimos anos de vida. Por si é uma casa interessantíssima. Os cômodos não são integrados. Para ir à sala, tem que se passar pelo jardim, na área externa; para ir à cozinha a mesma coisa e assim por diante. Uma casa literalmente de altos e baixos, repleta de detalhes que fazem a gente compreender melhor a cabeça louca do poeta.
 
 Caso esteja com criança recomendamos uma visita ao fantástico Parque Bicentenário da Infância
 
 
A entrada do Parque
 
Caso o visitante tome como referência a entrada do Parque Metropolitano, basta seguir à sua esquerda pela rua Dominica até que ela se transforme na rua Peru. Na altura da Santos Dumont (uma transversal), o visitante estará bem próximo do Bicentenário. Estamos falando de alguma coisa como 20 minutos de caminhada a partir do Parque Metropolitano.
 
 
A recompensa é um dos parques mais interessantes da cidade. Sua entrada é gratuita, o espaço é amplo e muitíssimo bem cuidado.Há um funicular, também gratuito, que levará o visitante ao topo do parque. De lá se é possível descer até a base por intermédio de 50 escorregos, organizados em 5 patamares de descida. É muitíssimo divertido, nós não resistimos e descemos com a Laura, é claro!
 
 
Terceiro dia 
 
Atravesse a ponte sobre o Rio Mapacho até o Barrio Bellas Artes. Deve estar com fome, nossa sugestão para almoço, nas proximidades do Museu de Belas Artes, e o Restaurante The Clinic.
 
 
 
A matéria-prima do restaurante, além da comida, é a política. Mas não se trata de uma política sisuda. Pelo contrário, o bar caracteriza-se pela abordagem bem humorada dos assuntos políticos, especialmente na vida chilena.
 
 Praticamente ao lado do restaurante o visitante terá acesso ao incrível Cerro Santa Lucia
 
No Cerro Santa Lucia
 
 
À primeira vista a entrada para o Cerro Santa Lucia, no Barrio Lastarria, não impressiona. Uma entrada modesta para um local tão interessante. Foi bom que fosse assim, pois ao caminhar e explorar a região descobrimos um dos pontos mais interessantes da cidade de Santiago. Depois, inclusive, descobririamos que não tinhamos sequer ingressados pelo seu portão principal, muito mais pomposo e intimidador. Mas tudo bem!
 
 
O Cerro é um morro, tomado por um imenso parque. Muitíssimo bem arborizado e florido, aliás, como quase tudo na cidade de Santiago.São vários patamares a serem explorados até que o visitante chegue, esbaforido, ao ponto culminante do Cerro.Tivemos a surpresa de, em um dos platores do parque, nos deparar com uma banda de músicas típica chilena, composta por estudantes universitários.
 
 
 
Dali não faltava muito para a pequena torre da construção que se situa no ponto culminante do cerro. A vista é simplesmente sensacional. De lá e possível se avistar, de forma privilegiada, o paredão de rocha chamado Andes. Aliás, o Cerro é garantia para excelentes fotos, pois tem-se angulos únicos da cidade de Santiago dali
 
 
Outras questões relativas à sua viagem:
 
 
 
Traslado do e para o aeroporto: há transporte público (ônibus), vans e táxis. A depender do horário e da quantidade de bagagens, acreditamos que o ônibus pode ser enfrentado numa boa. Maiores detalhes acesse aqui
 
 
 
 
Transporte pela cidade: em nossa opinião você só usará o táxi pela cidade se realmente quiser. Como o metrô de outras cidades do mundo - mas não tão complicado como aquele que encontramos em Washington DC - Santiago tem diferentes tarifas segundo o horário de embarque e uso do transporte. No início da manhã e final da tarde, o pico em seu uso, a valor da tarifa é mais alto. O melhor de tudo é saber que a rede é relativamente bem distribuida. Você poderá chegar a boa parte das atrações circulando pelo metrô. Para maiores informações sobre a rede e suas tarifas, acesse: www.metro.cl/
 
 
Onde ficar: Há uma rede hoteleira importante na cidade. Uma outra alternativa que sempre conferimos preços são as diferentes possibilidades de se alugar apartamentos. Em algumas cidades e situações isto se revelou uma boa oportunidade (em Nova Iorque foi assim!). No Chile, naquela primavera de 2014, o que se revelou mais interessante, dentro de uma ótica de custo e benefício, foi o Premium Tours & Lodging Lyon. a despeito de contar com um nome que ninguém se lembrava, é um apart hotel ideal para quem viaja em família ou com crianças. O bairro é muito bem servido por comércio, supermercados, lojas e tudo que o visitante precisa para bem se instalar na capital chilena. Maiores informações sobre essa estadia clique aqui.
 
 
 
Confortável, com uma boa cozinha, bem provida e versátil; próximo de bons supermercados, foi uma mão na roda!
 
 
Quando ir? Bem, nós somos amantes do frio. Para quem gosta de ventos gelados, o Chile não decepciona. No entanto, como disssemos, não fomos na estação mais fria do ano. Fomos na primavera. A viagem, aliás, foi possível porque encaramos um feriadão e uma boa promoção da Companhia aérea Gol. Há boas vontagens em viagens, digamos assim, fora de época. Não há muitos turistas e, assim, os preços são menos salgados. Diga-se de passagem que já foi o tempo que o Chile tinha preços realmente em conta. Se você puder viajar nas estações intermediárias, encontrarás, portanto, melhores condições para praticar seu turismo com sossego. Agora, se teu desejo é ver neve, esquiar e coisas do tipo, não tem jeito, o negócio é ir mesmo em julho!
 
 
 
 
Potenciais problemas na cidade: E tem perrengue? Bem, nossa experiência com a cidade foi excelente. Não enfrentamos qualquer problema, mas se o viajante for a internet verá que há muitos relatos de roubo. Parece que se você der mole um gatuno vai lá, abre tua bolsa e você só se dar conta no pior momento. Há também reclamações quanto aos táxis. Maiores detalhes clique aqui
 
 
 

E o que mais? Santiago é um de nossos destinos preferidos! Adoramos aquela cidade! Moderna, repleta de atrações culturais, uma mistura incrível de povos, enfim, um lugar, em nosso ponto de vista, realmente especial. A cidade é longe? Pode parecer inalcansável, certo? As referências à tantos gastos pode dar uma falsa ideia, a de que a viagem é inacessível. Em primeiro lugar convém registrar que Santiago não está entre os destinos mais caros. Não chega aos pés dos Estados Unidos e Europa. Em segundo lugar, não resta dúvida de que um bom planejamento de viagem costuma tornar a viagem não só mais segura, mas também mais em conta. Aqui nossas dicas sobre planejamento de viagem.

 

Por fim, chamamos a atenção para um ponto importante em qualquer viagem: a saúde. Como é de conhecimento de todos, a posse de seguro saúde é quesito para ingresso na Comunidade Européia, mesmo como turista. Adicionalmente, é muito pertinente que o viajante tenha conhecimento básico acerca das características do sistema de saúde do pais para o qual se dirige. Maiores informações aqui!

 

 
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