República Tcheca - Praga

República Tcheca - Praga

Roteiro: um dia em Praga

Conhecer Praga era um sonho antigo. Em 1998, ainda jovens, e sem Laura, realizamos uma longa viagem pela Europa, chegamos pertinho da capital da República Tcheca, mas desviamos. Só pagamos essa dívida recentemente, quando construimos um roteiro exclusivamente para o leste-europeu. Bem, Praga é uma cidade lindíssima, não decepcionou. Além de bela, traz uma vantagem importante para os seus visitantes: boa parte de suas principais atrações encontram-se concentradas em um raio que permite uma caminhada relativamente confortável. O roteiro abaixo foi pensado para uma primeira visita, esperamos que possa ser útil!
 
Dia 1
 Não perce tempo, vá direto para a região do Castelo de Praga. É o maior castelo da Europa, em seu interior há muitas atrações, entre elas a Catedral de São Vito, a casa de Franz Kafka etc. Há diversos tipos de passeios disponíveis, inclusive um short visit. Caso esteja instalado no centro da cidade de Praga, nas proximidades da Praça Wenceslau, por exemplo, trata-se de um caminhada absolutamente suportável. Não achamos conveniente o metrô, uma vez que pelo caminho o visitante passará por importantes atrações e belíssimas paisagens. 
Castelo de Praga (Pražský hrad) data do final do século 9. É claro que, como outros castelos europeus, sua construção levou séculos. Parece que àquela época não havia empreiteiras, bem como suas relações pouco republicanas com os políticos. Apesar da demora, tudo só ficaria com o aspecto que vemos hoje no século 18, sorte a deles. Como dissemos acima, é preciso que fica claro que você não ingressa em um castelo, mas em uma região com diversas construções e atrações. Imaginamos que uma visita ligeira, e repleta de escolhas difíceis, não pode levar menos do que uma manhã ou tarde. 
Há também atrações culinárias com preços convidativos
Adicionalmente, em meio à esta boa caminhada, é preciso dizer que, pelo menos segundo a nossa experiência, o povo local não é exatamente simpático com os estrangeiros. Nossa experiência bate com o relato de outros viajantes que também se queixaram da frequente grosseria dos locais. Mais abaixo comentaremos melhor essa noção impressão. Por enquanto não vamos perder tempo!
Não poderia faltar comércio na Ponte Carlos
Dirija-se para o Palácio de Wallestein (logo abaixo do Castelo de Praga) e na sequência para a Karl Bridge (Karluv Most): ela liga a cidade pequena à cidade velha, cruzando o Rio Vltava (em tcheco). A ponte é a mais antiga da cidade, sua construção começou em 1357, a pedido, é claro, do rei Carlos IV, e foi finalizada a princípios do século 15. Depois do Castelo, sem dúvida, é o ponto turístico mais visitado e conhecido da cidade. Mas há uma diferença importante: enquanto o Castelo está instalado em uma região de aproximadamente 73 mil metros quadrados, onde os turistas, portanto, se espalham; a ponte é apenas uma ponte. Ela permite angulos absolutamente fantásticos da cidade (inclusive do Castelo), mas não é fácil se livrar das cabeças no seu registro fotográfico. 
 
O relágio começou a ser construido no século 14!
Ao sair da Ponte Carlos, permaneça em linha reta, você se deparará com o famoso relógio astronômico. Estará, então, na Praça do Bairro Velho. Há muitos bares e restaurantes. Em nossa opinião, boa parte deles, se não todos, tem preços acima da média da cidade e estão repletos de comida congelada, aquela que se serve para os turistas desavisados. Se afaste da região mais turística e encontrará restaurantes mais interessantes.
À essa altura estará no início da noite. Caso visite a cidade no inverno, a escuridão chegou há algum tempo. Aproveite a vida noturna da cidade.
Mais sobre a sua viagem:
 
Onde ficar? Praga é uma cidade visitadíssima. Não sabemos se falta uma rede hoteleira á altura da demanda, o fato é que os preços - relativamente aos demais países do leste-europeu - não são muitíssimo em conta. Fizemos, então, opção um pouco conservadora: ficamos no Ibis. Quem conhece a rede Ibis sabe o que esperar. Não podemos usar a palavra conforto, mas desconforto também não. O lugar é limpo e digno. Não há aperto no quarto, ele é bem aquecido, o banheiro é decente e por ai vai. Enfim, sem surpresas.
 
 
 
Essa unidade, no entanto, tem dois problemas. O primeiro diz respeito justamente ao nome do hotel. Acontece que a Praça Wenceslau encontra-se há mais de 1 km do hotel. Ele, portanto, não está instalado nos seus arredores, muito menos na própria praça. Isto sugere uma espécie de propaganda enganosa. Caso opte por ficar nessa unidade, portanto, não deixe de localizá-la com o devido cuidado em um mapa. Caso contrário, poderão perder tempo precioso procurando o seu hotel. Um segundo problema diz respeito à recepção do hotel. Não temos queixa objetiva contra esse ou aquele funcionário. Nosso comentário é mais geral. Ao contrário do que sempre nos aconteceu em outras unidades que visitamos, e não foram poucas (Lisboa, Edimburgo, Berlim, Milão, Lucerna, Belfast, além de várias cidades brasileiras), em Praga os funcionários nos recebem friamente. Não há um "bem-vindo" sequer, um sorriso forçado. Foram sempre burocráticos no agir. Talvez isto tenha a ver com um traço do comportamento tcheco.
 
Quando ir? Temos a impressão que Praga é cidade para o ano inteiro. No verão deve ser mais florida e alegre. Quem não gosta de frio, não é preciso dizer, deve evitar o inverno. Estivemos por lá na estação mais fria e, por sorte, não encaramos um inverno daqueles caprichados. De todo modo, por alguns momentos, foi pesado caminhar pelas ruas da cidade. O frio era realmente intenso. Outro ponto: como qualquer cidade turistica, é natural que durante as estações intermediárias (primavera e outono), os preços sejam melhores, pois hotéis e atrações são, em tese, menos procurados.
 
E o que mais? A capital da República Tcheca é uma cidade lindíssima. Não conhecemos os indicadores de segurança pública local, mas podemos dizer que a sensação de segurança é boa, pois não nos sentimos ameaçados (exceto pela estranha estação central de trem e seus arredores). Além disso, cabe mencionar que a cidade é limpa e bem organizada. A despeito da beleza, que ao mundo encanta, a cidade tem, pelo menos, um problema realmente comprometor e um problema, digamos, relativamente superável. Vamos a eles.

 

1) O problema mais sério para quem visita a cidade, de longe, é o mau humor do tcheco. Para que se tenha uma ideia, caso importune alguém na rua para pedir ajuda correrá o risco de ouvir poucas e boas. A sorte é que não entendemos uma única palavra. Pelo tom e gestos, imaginamos que coisa delicada não era. Mesmo em lugares em que atuam profissionais do turismo, como hotéis, a recepção é fria, como dissemos. Tivemos, por vezes, a nítida sensação de que não queriam que estivéssemos por lá. Podemos dizer que não era uma surpresa tal comportamento, pois ao levantar informações sobre a cidade na internet, um dos problemas unanimimente revelados era esse traço de comportamento do cidadão da cidade. No entanto, viver é bem diferente de ler, é lógico. 

 

Ficamos tão intrigados com relação às razões que levavam o cidadão de uma cidade essencialmente turística a tratar, por vezes, tão indelicadamente o turistica que resolvemos, quando pudemos, especular sobre o assunto. Jantamos em um restaurante de comida italiana, no centro da capital. O garçon, muito simpático, logo revelou que não era da terra. Então não resistimos e perguntamos qual era a sua origem. Ele nos disse: era da Albânia. Diante dessa informação nos sentimos à vontade para fazer uma pergunta bem chata: "Afinal, por que os tchecos ou parte importante deles, não tratam bem os estrangeiros?". Ele nos disse: "Eles não gostam de ninguém que não fale o tcheco". E nos disse, ainda, que tinha passado muita dificuldade para se integrar à sociedade, até que, evidentemente, passasse a dominar aquele idioma. Bem, nos lamentamos, pois não havia a mínima possibilidade de aprendermos tão intrigante idioma. Digamos que o custo não compensaria os benefícios.

 

A raiz do problema certamente tem fundo histórico. Aquela região, precisamos reconhecer, sempre teve uma experiência muito difícil com os estrangeiros. Que o diga a complicada relação, respectivamente, com alemães e soviéticos. Mas são águas passadas, mais do que passou da hora dos tchecos compreenderem que a nossa visita aquecia a fria economia deles. 

 

Para que possam dimensionar o tamanho desse problema, podemos dizer que não nos arrependemos em nada pela visita, mas outra não haverá, pelo menos por motivos ligados às férias ou lazer.

 

 

2) Um segundo problema, sem dúvida, é a língua. Os nomes dos locais, estações do metrô, ou o que for, são impronunciáveis. Somado ao problema acima, tudo fica um pouco pior. Para nossa surpresa, ao contrário do que tinha me dito uma garçonete em Berlim, uma parte expressiva dos tchecos fala ou compreende a língua inglesa. Outra parte talvez não queira mesmo compreender ou falar...

 
 
 

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