França - Paris

França - Paris
Roteiro: Paris em cinco dias (ou mais)
 
Visitamos Paris algumas vezes. Em nossas contas, este é o lugar que mais tivemos o prazer de perambulagens em nossas viagens, inclusive com uma estada de alguns meses entre 2003 e 2004. Nossa passagem mais recente se deu no final de 2012 e início de 2013, quando alugamos um pequeno apartamento na região do Marais, e foi uma excelente opção! O roteiro a seguir pode ser tanto útil para quem visita a cidade pela primeira vez quanto para aqueles que já estão entrando num segundo ou terceiro ciclos de visita à cidade luz. Imaginando que o visitante esteja idealmente instalado no incrível bairro de Marrais (no quarto arrondissement), sugerimos o seguinte:

 

 

Primeiro dia

 

 

Não tem conversa, mesmo depois de nossa quinta visita à Paris, assim que chegamos fomos para onde? À incansável Torre Eiffel! Se o visitante não tem qualquer restrição em caminhar a recomendação não pode ser outra: vá andando! Se assim for, você cruzara a cidade e já conhecerá ou revisitará pontos realmente incríveis: a Av. des Champs Elysées, o L`arc de Triomphe e outros. Se trata de um percurso que, idealmente, se cumpre mesmo a pé. É verdade, é uma caminhada razoável, mas muitíssimo prazerosa. Com um mapa em mãos, desses que o visitante encontrará no aeroporto, você visualizará esse percurso com clareza, não tem como se perder.  Se saír por volta de 9h do hotel/instalação, poderá dar conta dos pontos turísticos mais importantes da cidade e, por volta do início da tarde, voltando pela margem sul do Sena (Rive Gauche, como eles chamam), ainda curtirá as belas paisagens dessa região.

 

Paisagens incríveis pela frente!

 

A força da torre como símbolo da cidade é tal que a Laura achava que Paris era exclusivamente a Torre Eiffel. Em qualquer parte da cidade, quando avistava a torre, logo gritava: "a lá Paris!"

 

Ao anoitecer, vista da Ile ST Louis.

 

Imaginando, como dissemos acima, que o visitante esteja instalado por volta do 4 arrondissement, depois da boa caminhada durante o dia, recomendamos um passeio nas redondezas. Que tal um descanso na Ile Saint Louis-Notre Dame? Cairá muito bem.

 

Segundo dia

 

 

É chegada a hora de explorar a face norte da cidade, uma das áreas mais interessantes da cidade, por sinal. Dirija-se rumo a Sacré Coeur. O que há por essa região? No mínimo as seguintes atrações: A Catedral de Sacré Coeur, a pequena Igreja de São Pedro (nas redondezas), o Moulin Rouge e o Cimetiere de Montmartre.

 

A Sacré Coeur

 

Como se trata de uma subida, do Marais até o 18 arrondissement, cujas paisagens não exatamente impressionam, convém ir de metrô. O acesso pode se dar na Estação Rambuteau, direção Marie de Lilas, descer estação Belleville. Pegar linha 2, direção Porte Dauphine, descer estação Anvers;  O retorno pode ser feito pela Estação Place de Clichy. Pegar linha 2 direção Nation, descer Belleville, pegar linha 11, direção Chatelet, descer Rambuteau.

 

O Molin Rouge

 

Uma visita ao cemitério pode parecer estranho, mas em Paris eles são também pontos turísticos. São muito bonitos (no inverno mais sombrios, é claro), e lá os visitantes se depararão com túmulos de gente famosa nas artes, música, cultura e política. A partir da Sacré Coeur, descer a ladeira mais ingrime, em direção ao Sena, até a Bld. Rochechouart, virando à direita e seguindo essa mesma avenida se depararão com o Moulin Rouge. Não é grande coisa, essa região é mais curiosa pelas casas de sexo. Seguindo um pouco mais adiante, ao final da avenida, se virar à sua direita, estarão no cemitério.

 

 

É hora de visitar outro ícone da cidade: a Catedral de Notre Dame (foto acima). "Nossa Senhora" é uma das mais antigas catedrais do pais, especialmente no estilo gótico. Sua construção data de meados do século 12. E não é só a catedral, a região onde ela se encontra merece uma descompromissada investida: caminhe à vontade, curta a paisagem, admire o contraste inesquecível das construções e do Rio Sena!

Terceiro dia

 

Paris é isso, uma atração atrás do outra. O dia de hoje deve ser exclusivamente reservada a uma delas: o Musée Du Louvre (foto abaixo). Ele é o museu mais visitado do mundo! Suas longas filas e o volume de gente a circular dão um pouco a medida do que é esse museu dos museus. Estivemos nele por duas ocasiões e, à cada visita, uma surpresa. Os mais detalhistas - ou que queiram ter um acesso mais cuidadoso a todo seu acervo - muito provavelmente precisarão de alguma coisa como uma semana em seus corredores e salas (levem lanche!). Em nossa primeira visita fizemos aquele percurso exploratório, nos permitimos circular à vontade, olhando o que merecia a atenção de nossos olhos. Na segunda visita, anos depois, já preferimos focar em algumas coisas que nos interessavam um pouco mais, digamos, delicadamente. 

 

 

 

Precisamos confessar que essa segunda visita foi um pouquinho ambígua. Num primeiro momento Laura, à época com 3 anos de idade, se divertiu muito com o que viu. Mas bastou chegar na parte das esculturas africanas e de diferentes povos do pacífico que o terror tomou seus olhos. Fora esse pequeno detalhe, foi tudo muitíssimo interessante. Mas de tudo que vemos, o que mais nos surpreendeu?

Por incrível que pareça não é uma pergunta difícil. Não pensem que foi a Mona Lisa. Pelo contrário, ela até decepciona. Somente uma investida dura de marketing para fazer com que uma sala completamente lotada de gente, a se cotovelar, para ver aquele pequeno quadro parede.

 

A coleção do Egito antigo, sem dúvida, impressiona. Mas, de alguma forma, não surpreende, pois já sabíamos de sua grandeza e importância.

 

 

A cena foi a seguinte: andávamos sem expectativas do que viria em seguida e, de repente, aquela imensa pedra negra! Sim, foi o Código de Hamurabi (foto acima) a coisa mais impressionante que vimos no Museu do Louvre! Um conjunto de leis registradas em pedra, de nada mais nada menos que 1.700 A.C. A peça tem mais de 2 metros de altura! Parecia tão pequena nos livros didáticos! Ficamos por ali por algum tempo, observando seus detalhes e, ao mesmo tempo, a sua grandeza. Uma pedra repleta de significado histórico e, com alguma ironia, com ideias que ainda habitam o dito mundo civilizado. Quem nunca ouviu hoje o tal do dente por dente? 

 

 

Musée Du Louvre.

 

Um dia inteiro, com alguma objetividade, pode ser proveitoso nesse imenso museu. As filas para entrada são intermináveis. As duas vezes que lá estivemos, contudo, não enfrentemos fila alguma, basta estarem na entrada do Museu por volta da 8:00h. Levem comida. Vale muitíssimo a pena um dia no museu (mais detalhes aqui)

 

Quarto dia

 

Vai com criança? Vale a pena conhecer a Cité.

 

 

No extremo norte da cidade está localizada a Cité des Sciences/La villete (metro: Rambuteau, direção Porte de Lilas, descer  Belleville, pegar linha 2, direção Porte de Dauphine, descer Stalingrad, pegar linha 7, direção  La courneve, descer Porte de La Villete). Se trata de uma grande área voltada para ciência: há experimentos de toda sorte, exposições etc.

 

Vamos lá, não dê sinais assim de cansaço! É hora de pegar outro rumo, e valerá à pena! 

Técnicamente fora de Paris, mas é possível se chegar de metrô, está instalado o incrível Chateau de Vincennes.

 

 

Vincennes é a última fortificação medieval que restou na entrada de Paris. O lugar é belíssimo, vale a pena.

 

Já se passaram 4 dias. Você tem mais dias em Paris? Aqui vão mais algumas opções:

 

Opção 1: sua fome é de museu?

 

 

Um dos mais famosos museus da cidade: o Musée d`orsay (metro 12, Solferino, do outro lado do rio, Tulleries)

 

 

Que tal um passeio no final de tarde pelo Canal Saint-Martin? (prox. Estação Republique, Quay de Valmy). Uma outra alternativa, caso o tempo não esteja muito convidativo, é o Centro Georges Pompidou

 

Opção 2: você é incansável? Vamos andar!

 

Imperdível o passeio pelo Jadim de Luxemburgo/Quartier Latin! 

 

O Jardim, sem dúvida, poderia ser escalado como passeio obrigatório.

 

Partindo do Sena, sigam a Boulevard Saint Michel, é uma avenida bacana (e tem excelentes livrarias com bons preços). O Jardim poderá ser acessado mais adiante (alguma coisa como 10 minutos de caminhada). 

 

Ok, as pernas pedem socorro?

 Sugerimos um interessante e acessível passeio pelo Metro de superfície: Rambuteau direção Marie de Lilas, descer em Belleville, pegar linha 2, direção Nation, descer em Nation, pegar linha 6, direção Charles de Gaulle Etoile. Pegar RER A, direção Boissy Saint-Leger, descer em Chatelet Les Halles. Terá perspectivas incríveis da cidade de sua janelinha do metrô!

 

 

Opção 3: Quer gastar l`argent? Ok

 

 

 Para quem é chegado às compras refinadas o destino é a Galerie Lafayette. Caso ele não esteja ao alcance de seu bolso, alternativa é o Les Halles, um shopping mais acessível aos padrões da classe média. Aliás, que fique claro, caso fazer compras não seja seu objetivo principal e estejas na cidade durante o Natal, saiba que bem vale a pena visitar a Galerie. Sua vitrine de Natal é uma tração à parte! 

 

 

Opção 4: quer se surpreender?

 

Siga para La Defense (Estação Hotel de Ville, pegar linha 1, direção La defense, descer estação La defense) (Volta: pegar linha 1 direção Chateau de Vincennes: 

 

Uma Paris moderna que se descortina!

 

Opção 5: vamos sair de Paris? Um bate-volta perfeito!

 

Um passeio incrível para fechar sua estada em Paris em seus arredores. Versalhes é alguma coisa de deslumbrante. Estivemos por lá por duas vezes e sempre nos impressionamos. Há um trem urbano, chamado RER, que os leverá lá com rapidez e segurança. Em alguma coisa como 40 minutos, estarão em Versalhes.

 

O Palácio de Versalhes!

 

Outras questões relativas à sua viagem:

 

Onde ficar? Bem, a noticia ruim é que Paris não é exatamente barata. Os hoteis mais bem instalados costumam apresentar diárias mais indigestas. Há hotéis, é claro, mais em conta, mas em geral situados fora de Paris (estão na chamada Grand Paris). Neste último caso, não se engane, a economia vai ser ameaçada com as tarifas de transporte público (fora o cansaço nos deslocamentos). Seja como for, o visitante deve fazer em Paris o que deve ser feito para qualquer cidade: comparar! Compare preços, compare hotéis e aluguel de imóveis, por exemplo. Abaixo comentamos nossa experiência com esta última modalidade de estadia.

 

Não esqueça o código da porta! Não tem chave!

 

Maiores informações sobre nossa experiência com aluguel de imóveis em Paris clique aqui

 

Quando ir? Já estivemos em Paris em todas as estações. Pensamos o seguinte: se puderem visitá-la nas estações do ano intermediárias (outono e primavera), sem dúvida curtirão bastante a cidade. Não só pelo clima mais agradável, mas também pela menor quantidade de pessoas nas ruas e em todas as atrações. O verão pode ser relativamente duro: cidade lotada, sol na cabeça até as 21 horas, caminhadas que certamente desgatarão mais. E o inverno? Bem, nós adoramos. Inesqueível a imagem da cidade, vista do alto da Sacré Coeur, toda branquinha de neve! O inverno costuma ser palatável, nada que chegue perto do que se tem no leste europeu. 

 

E o que mais? Nem tudo são flores, certo? Uma cidade com a quantidade de visitantes, com os problemas e tensões sociais que lá existem (e infelizmente crescentes), com as questões relativas ao terrorismo e à segurança pública que são conhecidas, certamente, impõem dificuldades aos turistas. Nada que, em nossa opinião, ameace a qualidade de sua visita, mas fique atento. Maiores detalhes abaixo!

 

Problemas e dificuldades na cidade? Nada é perfeito, clique aqui para saber mais!