Portugal - Lisboa

Portugal - Lisboa

Roteiro: Lisboa em 3 dias

 

Lisboa é um lugar que costuma produzir uma forte atração entre os brasileiros. As razões são múltiplas, vão desde os vínculos que temos com a cultura e, por vezes, com os antepassados, mas também tem a ver com as facilidades com a língua e o transito em um pais, cujas referências culturais, não são - pelo menos imaginariamente - muito distantes da nossa. O fato é que esse sonho de proximidade é apenas um sonho. A lingua facilita as coisas para quem não tem domínio de outra língua para além da materna, mas a cultura e a vida portuguesa são muitos diferentes da nossa. E isso não é uma queixa ou problema, é o que torna a visita também mais interessante.

 

É lógico, e não é coincidência, que o casario de Lisboa lembra muito cidades como o Rio de Janeiro, Salvador, Florianópolis e outras.

 

Nós estivemos por Lisboa por duas vezes. A última delas, durante o inverno europeu de 2014, tivemos a chance de andar bem pela cidade. Em que pese o fato de Laura estar com a perna quebrada - em decorrência de um acidente em Londres - tudo se deu muito bem, sem queixas ou ladainhas. Ou melhor, quase tudo. o carrinho adaptado, já sofrido de tantas caminhadas no Reino Unido, acabou por não resistir aos solavancos das ruas de pedra de Lisboa. Aliás, tem que ter fôlego para andar por tantas ladeiras!

 

 

Mas, enfim, chegou na cidade, o que fazer? Ir para o hotel, é claro! Nós ficamos em dois e também não temos queixas. Em primeira estada estivemos instalados no Hotel LX Rossio Lisboa (antiga Albergaria Insulana). Um hotel situado no centro da cidade. Os quartos, a despeito da simplicidade, eram confortáveis, calefação ok e café da manhã - nada espetacular - deu pro gasto. Acesse aqui e tenha informações detalhadas sobre essa estadia em Lisboa.

 

 

Na segunda estada estivemos no bom e velho Ibis. Nesse caso, o Ibis Saldanha. É aquilo, sem surpresas, aquilo que (quase) todo o Ibis oferece. Saiu do hotel, viajante, chegou a hora de perambular e fazer a viagem fazer sentido, certo? Vamos lá. Nossa sugestão é começar a caminhada - e prepare-se - pela Praça do Comércio. Você estará na parte baixa de Lisboa, em uma das regiões mais interessantes e turísticas da cidade. Nessa mesma região poderá acessar o elevador do Carmo.

 

Um das mais belas da cidade, a Praça do Comércio.

 

Nosso conselho é que não se aventure pelos restaurantes dessa região. Como nos disse um amigo nosso português, está repleta de restaurantes para turístas. Mas isso não é bom? Não, para ele isto era sinônimo de comida congelada. E, sinceramente, comida não é uma coisa que se possa brincar em Lisboa. Nós estivemos, por sugestão desse nosso amigo, em um restaurante simples, mas de cardápio muito especial. Seu nome? Quermesse.

 

Outra coisa que precisa entrar obrigatoriamente na agenda é o Castelo de São Jorge.  O Castelo é visto de vários pontos da cidade e de lá se pode ter também uma visão privilegiada da capital portuguesa.

 

 

É preciso que se leve à sério o que vamos dizer agora: uma das coisas interessantes na visita ao Castelo - ou melhor, às ruinas do castelo - diz respeito a caminhada pelos seus muros. Ficamos impressionados ao ver que não há grade ou qualquer anteparo em caso de queda. Se a pessoa tropeçar, por exemplo, descerá em queda certamente mortal. Crianças e idosos, portanto, em nossa opinião, deveriam evitar essa parte da visita.

 

 

 

Outra parte da cidade que merece a sua atenção o Expo (seguindo em direção ao Parque das Nações). Lá há você encontrará o absolutamente incrível Oceanário de Lisboa. Uma das visitas mais bancas que fizemos, não só em Portugal, mas em toda a Europa. 

 

 

A região é uma parte nova da cidade, suas construções novas, denunciam que estamos pisando em um outro topo de Lisboa, pouco afinada com suas origens. De todo modo, esse aparente desencanto se desfaz com as atrações que incluem, além do Oceanário, um teleferico que também permite uma bela visão da cidade nova.

 

Está ai uma paixão: a famosa Ginjinha. Trata-se de um licor delicioso. A loja, que se resume a esta porta, está na Praça do Rossio.

 

Mas, ok, vamos voltar para a boa e literalmente velha Lisboa. O destino é o líndíssimo Mosteiro dos Jerônimos. No interior do mosteiro o visitante se deparará com os túmulos de Vasco da Gama, Luis de Camões, entre outras personalidades.

 

 

Ao atravessar o túnel à frente do mosteiro você chegará ao Padrão do Descobrimento. Se andar um pouco mais à famosa Torre de Belém!

 

Ao fundo o Mosteiro segundo a perspectiva do Padrão do Descobrimento

 

Sinceramente, esta região é um dos maiores simbolos da cidade de Lisboa. 

 

 

E tem o seguinte: há cidades que reduzimos a visita a determinados pontos turísticos. Outras cidades, elas nos oferecem o banal como atração. Lisboa é uma delas. Andar livremente pelo centro histórico, apreciar suas ruas, ladeiras, construção e, dedicadamente, seus restaurantes e boa comida, não tem preço.

 

Matis sobre sua viagem:

 

Onde ficar? Nós estivemos em Lisboa em duas ocasiões. Cada uma delas experimentamos um hotel. Ambos nos pareceram razoáveis a partir de uma perspectiva de custo-benefício. Nada absolutamente confortável, apenas uma boa e digna cama para dormir. E, o que valorizamos muito, em um local acessível e próximo aos nossos destinos. Sob esse espírito, recomendamos o Hotel LX Rossio e o Ibis Saldanha. Há que se pensar também em outras modalidades de estadia, como aquelas que envolvem o aluguel de imóvel. Em algumas situações e circunstancias, em nossa experiência, esta modalidade tem se revelado vantajosa.

 

 

Quando ir? Portugal tem um clima temperado, mas os verões costumam ser castigantes. Imagine andar por uma cidade repleta de ladeiras sob um calor infernal. Não deve ser fácil. Como o inverno costuma registrar temperaturas, relativamente ao restante da Europa, bastante razoáveis, em nossa opinião, o inverno é uma opção que deve ser considerada. Obviamente, as estações intermediárias (primavera e outono) também podem representar alternativas de bom-senso. 

 

E o que mais? Lisboa é um de nossos destinos preferidos! Adoramos aquela cidade!  Mas é longe? Pode parecer inalcansável, certo? As referências à tantos hotéis e gastos pode dar uma falsa ideia, a de que a viagem é inacessível. Em primeiro lugar convém registrar que Lisboa não está entre as cidades européias mais caras. Não chega aos pés, por exemplo, de Londres. Em segundo lugar, não resta dúvida de que um bom planejamento de viagem costuma tornar a viagem não só mais segura, mas também mais em conta. Aqui nossas dicas sobre planejamento de viagem.

 

Por fim, chamamos a atenção para um ponto importante em qualquer viagem: a saúde. Como é de conhecimento de todos, a posse de seguro saúde é quesito para ingresso na Comunidade Européia, mesmo como turista. Adicionalmente, é muito pertinente que o viajante tenha conhecimento básico acerca das características do sistema de saúde do pais para o qual se dirige. Maiores informações aqui!

 

Para fechar mesmo, alguns comentários sobre possíveis perrengues.