Itália - Florença

Itália - Florença

Roteiro: dois dias em Florença

Chegamos em Florença vindos de Milão. A ideia era permanecer na cidade por dois dias e assim foi, contra a nossa vontade. Acontece que é uma cidade que, de fato, nos surpreende pelas atrações e beleza. Dá vontade de ficar mais tempo em Florença! Dois dias, contudo, para quem nunca visitou a cidade das artes, é tempo suficiente para bem conhecer algumas de suas principais atrações. 

 

Dia 1:

 

Estávamos instalados nas proximidades da Basílica de Santa Maria Novella. A despeito da proximidade, esse foi um dos últimos destinos que visitamos na cidade. Uma vez que ela está bem próxima da estação de trem de onde partiríamos, deixamos esse ponto para a hora de nosso Adeus à renascentista Florença. Essa decisão se revelou acertada. Chegamos no início de uma noite moderada de inverno. Deixamos as coisas no hotel e resolvermos não perder tempo, fomos à rua! Descemos em direção a parte mais baixa da cidade e logo nos demos conta de que tudo é muitíssimo perto! Não demorou para que encontrássemos a deslumbrante visão da Praça do Duomo. Uma região absolutamente incrível!

 

Estação de trem Santa Maria Novella

 

Nossa sugestão é que sua visita comece justamente pela Praça do Duomo. Ela abriga a principal igreja da cidade. Temos que curvar o pescoço para ver o topo, afinal, são 153 metros de altura! Esse monumento começou a ser construido no final do século 13, seus traços góticos são evidentes, e não escondem a disposição do construtor em atribuir luxo e grandeza ao prédio. Os seres humanos, por outro lado, devem se submeter a sua pequenez.

 

Duomo: o mármore branco em contraste com o céu escuro

 

À luz do dia os detalhes aparecem e revelam a riqueza da construção

 

Essa é uma região em que se pode gastar um pouco mais de tempo. A entrada no Duomo é livre, mas para ingresso no bastistério (prédio ao lado) é necessário desembolsar alguns euros. 

 

Entrada para o Batistério

 

O local é rico em restaurantes, mas desse feitos para turísticas. Pessoalmente não nos anima. A única coisa que nos chamou a atenção em matéria de culinária são os populares gelatos. Saibam, contudo, que mais distante da região turística eles são igualmente bons, mas bem mais baratos!

 

Gelatos!

 

Desça mais um pouco e você logo chegará no Palácio Vecchio e na Galleria Uffizi. Essa, como outras partes da cidade, é igualmente marcada pela agitação e beleza. Feitas as devidas visitas e observações neste local, continue em descendente e tenha uma das mais fantásticas perspectivas da Ponte Velha (Ponte Vecchio)

 

Palácio Vecchio

 

Galleria Uffizi

 

Você está à um passo do rio Arno. À sua direita, como dissemos, terá um dos melhores ângulos para registros fotográficos da Ponte Vecchio.

 

O Rio Arno

 

 

Atravesse a ponte e siga em frente. Um ou dois quarteirões depois você estará no Palácio Pitti. Nele se é possível ter acesso a um acervo artístico, inclusive a um jardim que, certamente, guarda sua maior exuberância no verão.

 

Palácio Pitti

 

Siga pela margem do Rio Arno no sentido contrário à Ponte Vecchio. Logo verá indicações que levam ao Praça Michelângelo. É preciso ter disposição para subir a ladeira, mas a vista da cidade compensa.

 

Siga!

 

Sem neblina deve ser fantástico!

 

Caso o visitante tenha mais tempo disponível e fôlego, poderá fazer, ainda, uma visita ao Forte Belvedere. Nós, por economia de tempo e energia, atravessamos o rio Arno e nos encaminhamos para o hotel. Caso considere - acertadamente - que vale a visita ao forte, devemos dizer que você precisa de pelo menos mais um dia em Florença. Que tal pensar em um roteiro com 3 dias? 

 

Dia 2:

 

Não muito distante do Duomo é possível encontrar a incrível Basílica de São Lourenço. A igreja data do século 15, mas sua fundação se deu sobre uma pequena igreja do século 4! A construção está, por essa razão, classificada como patrimônio mundial pela Unesco.

 

A fachada

 

É possível fazer uma interesante visita guiada por audioguide. Somos o tempo inteiro convidados a observar detalhes que, do contrário, passariam desapercebidos. De detalhe em detalhe compreendemos não só a história da igreja, mas também da cidade de Florença.

 

No subsolo somos convidados a conhecer vestígios e peças de um passado distante

 

Se está com fome é chegada a hora de ir para um ponto turístico que nos remexe o estômago: o Mercado de Florença!

 

Uma das entradas do Mercado

 

É mesmo um mercado! Mas é possível encontrar excelente lanchonetes e restaurantes!

 

Recomendamos o Nerbone! Massas e carnes bem servidas e com preços justos!

 

À tarde que tal aquele destino que ficou para trás? Estamos falando da Basílica de Santa Maria Novella. Uma igreja dominicana cujo início da construção data do século 8!

 

A fachada da Igreja.

 

Como dissemos, tivemos a sensação de que muita coisa interessante ficou para trás. Por exemplo, gostaríamos muito de ter visitado o Museu do Galileu, mas, naquela tarde de terça-feira, ele se encontrava fechado!

 

Essa foi uma cidade que ficamos com dívidas e pretendemos pagá-las assim que possível!

 

Onde ficar? Há lugares que o local da estadia não anima muito. Esse não foi o caso de Florença! Se considerarmos a relação custo-benefício, acreditamos que o Hotel Sempione foi uma boa pedida. Como dissemos, ele está instalado nas proximidades da estação de trem. Caso examine o mapa da cidade, terá a impressão de que tanto a estação quanto o hotel estariam muito longe dos principais pontos turísticos da cidade. Essa impressão é falsa! É verdade que escolhemos esse pequeno hotel por duas razões principais: em primeiro lugar, porque chegaríamos em Florença de noite, em um dia de inverno! Não nos agradava a ideia de ficar rodando pelo labirinto, que é a cidade, à procura de um pequeno hotel. Mapas ajudam, mas nem sempre resolvem o problema. Em segundo lugar porque os preços não são exatamente um maravilha, mas Sempione se apresentou com uma boa alternativa. A terceira razão só descobrimos lá: realmente o hotel não está longe dos principais pontos turísticos da cidade!

 

O café deu para o gasto!

 

Quando ir? Florença é uma cidade bastante cheia e procurada por turistas. Ficamos imaginando que, idealmente, uma visita durante as chamadas estações do ano intermediárias (primavena e outono) seja a época para melhor conhecê-la. Além de estar, possivelmente, menos tomada de gente, acreditamos que também poderá contar com um clima mais favorável. Acontece que o verão costuma ser duro; o inverno frio, é claro, mas o problema é menos a temperatura baixa - que é suportável - mas a chuva. Quando lá estivemos foi água que caiu à vontade!

 

E o que mais? Comer é alguma coisa que se tem que levar à sério na cidade e, regra geral, em toda a Itália! Evite, contudo, aqueles restaurantes sabidamente voltados para os turistas. Sabe como é, o risco de encarar uma comidinha congelada não é desprezível. Se andar pelas vielas, sobretudo aquelas um pouco mais distantes - mas não muito! - dos centros turísticos da cidade, certamente terá oportunidade de encontrar um pequeno restaurante familiar (chamado osteria!). Nós encontramos o nosso, excelente preço, e não nos arrependemos!

 

A Osteria de Ciompi

 

Ora, está em Florença, que tal?

 

Roteiro para Roma

 

Roteiro para Milão

 

Roteiro para Veneza

 

Tem perrengue? Alguns, acesse aqui