Escócia - Edimburgo

Escócia - Edimburgo

 

Roteiro: Edimburgo em 2 dias

Muita, muita curiosidade pela Escócia. Que alegria foi pisar pela primeira vez naquelas ruas de pedra, algumas dessas ruas ingrimes e de tirar o fôlego. Aliás, fôlego é que precisamos ter quando vemos pela primeira vez essa cidade ao extremo norte do Reino Unido!

 

Saindo de Londres rumo à Edimburgo (ou Edimbra!)

 

Chegamos no início de uma noite bem fria em janeiro de 2014. Sim, é uma cidade fria, mas pior que o frio é o vento, sempre muitíssimo intenso. Deve-se levar à sério os avisos metereológicos. Por exemplo, quando chamarem a atenção para rajadas de vento, não se aventurem - como fizemos - no Carlton Hill, um dos pontos culminantes da cidade. Sem nos alongarmos muito no assunto, o desfecho daquela aventura no Carlton Hill, com ventos que estavam entre 80 à 90 km no inverno, foi hipotermia e corrida para uma emergência! No caso, uma caferia aquecida no pé da colina! 

 

Vista do Carlton Hill

 

Edimburgo é bastante pequena, pode-se conhecê-la bem, ou pelo menos seu núcleo mais turístico, facilmente à pé. Se comparado à Londres, onde tudo é muitíssimo caro, Edimburgo pratica preços que nos parecem mais justos. Os pubs não revelaram a alegria e a movimentação dos instalados na capital do UK, mas a comida pareceu, de longe, melhor e com valores mais razoáveis. Curtimos intensamente aqueles dois dias na cidade, esperamos que o roteiro a seguir possa ser também útil para outros viajantes!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Royal Mille

 

Não perca tempo, se dirija para a principal artéria do circuito turistico da cidade: a Royal Mile. Ali se encontra a chamada Old Town, onde se tem acesso tanto ao Castelo de Edimburgo, quanto a Catedral de St. Giles. A primeira atração, é bom que se diga, tem um ingresso de entrada relativamente salgado. Mas é preciso dizer que valerá cada centavo de libra escocesa pago. Pode não parecer, mas o interior do castelo é repleto de atrações. Há muito o que fazer: guarde, pelo menos, uma manhã ou tarde apenas para ele. Já a Catedral tem visita gratuita, o visitante não precisará de muito tempo para admirar seu interior.

 

Eis o Castelo de Edimburgo

 

O Castelo de Edimburgo é, de longe, a principal atração turística da cidade de Edimburgo. Trata-se de uma antiga fortaleza, situada em um dos pontos mais altos da cidade. Há divergências com relação ao período de fundação do castelo, ao que tudo indica, no século 16 já havia ali as estruturas que dariam lugar ao Edimburgh Castle. Caso se dirijam até o castelo, terão acesso à uma área grande, uma espécie de platô que permite uma belíssima vista da cidade. Dali se tem acesso à porta do castelo. Pode-se ter esse primeiro acesso sem nada dispender; da entrada em diante, abra a carteira! Ao lado da porta verão as estátuas do ícones nacionais escoceses, Willian Wallace (também conhecido como "Mel Gibson", em referência ao herói do filme Coração Valente!) e Robert The Bruce.

 

A vista do castelo, é claro, é sensacional!

 

 

Depois de curtir o Castelo, recomendamos que, com todas as suas forças, desça a Royal Mille vigorosamente. Trinta ou quarenta minutos depois, o entrépido viajante estará na região baixa da cidade, onde se pode encontrar o Palácio de Hollyhoodhouse e o Parlamento Escocês.

 

 Eis a Royal Mille, descer é sempre mais fácil

 

 

Nascido como um simples mosteiro, no início do século 12, o Palácio de Hollyhoodhouse - ou simplesmente Palácio de Hollyhood -, está situado, como dissemos, na parte baixa da cidade. O moderno prédio do parlamento encontra-se justamente na frente do Palácio. Na vedade, em um só local, o visitante poderá dar conta de duas atrações importantes da cidade. 

 

Pátio/acesso ao Palácio

 

Hollyhood é, como era de se esperar, um belo palácio. Até ai nenhuma novidade, afinal, o que se esperar de um palácio senão a beleza? O forte da visita, para além da bela construção, é mesmo a qualidade do passeio. Após o pagamento do ingresso de entrada, o visitante receberá um kit individual de som (uma espécie de walkman), com registro de voz, inclusive em língua portuguesa. A gravação-guia da visita é muitíssimo interenssante. Em fases, de acordo com as partes do Palácio, você é chamado a observar detalhes que, do contrário, passariam desapercebidos.

Mais do que ficar sabendo sobre detalhes de construção do Palácio, a visita está centrada na vida dos personagens que ali viveram e que por ali, mesmo como visitante, passaram. No final das contas trata-se de uma aula sobre a história da Escócia e do Reino Unido, bem como suas conexões com a história européia. Tudo sem ser nenhum pouco enfadonho.

 

Laura, na altura dos seus 4 anos de idade, por exemplo, também fez uso de seu kit de som e pode acompanhar a visita integralmente . Seus comentários ao longo da visita revelam que, nos limites de sua idade, ela foi capaz de compreender o percurso. Hoje, o Palácio é utilizado para as visitas oficiais da Rainha Elizabeth II, sobretudo no início do verão no hemisfério norte.

 

 

 

Não esqueça de visitar a Abadia dos Agostinianos (anexa ao Palácio, foto acima).Tratam-se das ruinas de uma abadia construida no início do século 12. Ela foi palco de diversas cerimônias importantes, entre elas a coroação de reis e rainhas, casamentos reais etc. Não é uma visita que se possa fazer de forma descontectada daquela que fará ao Palácio. Primeiro porque há um ingresso que permite acessar toda a região, Palácio e Abadia. Em segundo lugar porque somente após a visita guiada ao Palácio se é possível aquilatar e melhor compreender sobre a importância da abadia para a história mais ancestral da Escócia. 

 

Tá com fome?

 

 

Tudo isso cansa, é claro. Se ainda está pela Victoria Street, nas proximidades do Palácio de Hollyhood, guarde suas libras - precisará de poucas - para fazer um bom lanche no Oink. Se trata de um pão servido com carne de porco bastante temperada. O porco está na vitrine, inteirinho, ou quase isso. A vendedora nos garantiu que ele terminaria até o final do dia! Segundo nos disseram: escoceces e turistas garfam, todos os dias, um animal desses diariamente. 

 

 

Segundo dia:

 

Nas proximidades da Royal Mile poderás encontrar o Museu Nacional da Escócia. Foi outra boa surpresa. Deparamo-nos com um museu moderno, com um acervo sobre ciência bastante instigante.

 

 

 Siga agora, com alguma boa dose de energia, para o Carlton Hill (perto da estação central) (foto abaixo), lembra dele? É uma região bastante alta que permite uma belíssima vista da cidade.

 

Esperamos que estejam com as pernas em dia!

 

Outras questões relacionadas à sua viagem:

 

Quando ir? Essa é uma pergunta que poderá produzir respostas, cuja bom recepcionamento, depende muito da qualidade e do perfil do viajante. Vejamos: Já adiantamos que Edimburgo tem, como de costume, ventos muito fortes. Na verdade, é mais do que isso. O clima é chegado à mudanças bruscas. Fomos testemunhas de tempo aberto e calmo e, de repente, não mais do que de repente, mudanças radicais, com vento, chuva e muito frio. Isso ocorre por conta da posição geográfica em que a cidade se encontra. Olhe no mapa, lá no extremo norte do planeta! Durante o inverno essas mudanças de clima parecem adquirir tom mais radical. Se isso não é um problema para o viajante, vá em frente. Nós temos o hábito de viajar para lugares frios e/ou com clima inóspito. Mas, precisamos confessar, passamos alguns momentos difíciceis durante o inverno escocês. Não raro há nevascas. Considerando isso tudo, parece que a estação mais quente talvez seja o período ideal para conhecer Edimburgo. Inclusive porque imaginamos aquelas ruas de pedra adornadas com flores e plantas. A cidade é bem cuidada!

 

Como ir? Em geral quem vai à Edimburgo está ou esteve em Londres. Regra geral, saiba que o transporte mais em conta é o ônibus. Mas há que se considerar a distância, que é imensa. São quase 700 km de distância! Considerando esse aspecto, nós fizemos a opção de ir de trem. Cerca de 4 horas depois de sairmos de Londres estávamos chegando em Edimburgo. Caso o viajante compre o bilhete com antecedência as chances de encontrar tarifas mais palatáveis são muitissimo melhores. Nesse caso, nossa sugestão é que evite intermediários, acesse diretamente a Companhia de trens do Reino Unido. Outra possibilidade que não pode ser jamais descartada é o avião. O percurso entre Londres e Edimburgo é feito em um pouco mais de uma hora pelo ar. Nesse caso aconselhamos uma visita à companhia aérea irlandesa low-cost Ryanair. Utilizamos os seus serviços por duas ocasiões e não tivemos queixas (maiores detalhes aqui)

 

Vai dizer que não tem seu encanto andar de trem na Europa?

 

Onde ficar? Uma coisa chata do UK é a tal da libra. Historicamente é uma moeda ingrata para quem ganha em real. No entanto, como também já dissemos, Edimburgo pratica preços um pouco melhores do que aqueles que vimos na caríssima Londres. Mas, além do preço, uma questão que deve ser considerada em sua estadia é a localização de sua caminha e teto para descansar. Acontece que a cidade tem ladeiras que não são desprezíveis, estar nas proximidades das principais atrações é uma questão que não se pode deixar de levar à sério. Nós ficamos no bom e velho Ibis e não nos arrependemos. A localização se revelou excelente! Ele se encontra justamente à meio caminho do Castelo de Edimburgo e da parte baixa da cidade. Ou seja, digamos assim, ele se encontra na parte intermediária da cidade. Sinceramente, foi perfeito!

 

Da janela lateral ...

 

E o que mais? Adoramos conhecer Edimbra! Suas ladeiras, ainda que cansativas, dão um toque realmente todo especial à cidade. A cidade é longe? Pode parecer inalcansável, certo? As referências à tantos gastos pode dar uma falsa ideia, a de que a viagem é inacessível. Em primeiro lugar convém registrar que Edimbra, a despeito da Libra, não é um destino caríssimo. Não chega aos pés, por exemplo, de Londres. Em segundo lugar, não resta dúvida de que um bom planejamento de viagem costuma tornar a viagem não só mais segura, mas também mais em conta. Aqui nossas dicas sobre planejamento de viagem.

 

Por fim, chamamos a atenção para um ponto importante em qualquer viagem: a saúde. Como é de conhecimento de todos, a posse de seguro saúde é quesito para ingresso na Comunidade Européia, mesmo como turista. Adicionalmente, é muito pertinente que o viajante tenha conhecimento básico acerca das características do sistema de saúde do pais para o qual se dirige. Maiores informações aqui!

 

E os problemas? Feitas as considerações acerca do teimoso vento e da incansáveis ladeiras, acho que a cidade não nos traz muitos problemas não. Maiores informações acessem aqui