Holanda - Amsterdam

Holanda - Amsterdam

 

3 dias em Amsterdam

 

Estivemos na capital da Holanda em duas ocasiões. A primeira no final do longíquo verão de 1998; a segunda em pleno janeiro de 2017. 

Amsterdam tem a imensa vantagem de poder ser conhecida e reconhecida unicamente com os pés. Transporte público não se faz em boa parte das situações necessário, sobretudo em uma primeira visita. O negócio é mesmo andar e observar a combinação arquitetura e canais que, de fato, definem a cidade e marcam a identidade nacional. Mas a cidade não se reduz à essa combinação. Há muito que ser visto. Vejamos às nossas contribuições!

 

Dia 1:

 

Parece romantico, e é, mas não deixe de olhar para os dois lados ao atravessar as ruas!

 

 

Quem nunca visitou a cidade, sem dúvida, a primeira coisa a ser feita é simplesmente andar pelo seu centro histórico. Dito claramente: pelos inúmeros canais que constroem uma paisagem única! Recomendamos - e assim fizemos - uma manhã livre, apenas perambulando por essa paisagem absolutamente encantadora. É verdade, se estiver em pleno inverno - como foi o caso de nossa segunda visita - essa caminhada poderá ter alguns momentos, digamos assim, de perrengue. Nada que um Café não possa resolver ocasionalmente.

 

 

Canais e mais canais

 

Em meio ao cinza invernal um colorido (ainda que artificial)

 

 

Na parte da tarde siga para o miolo do centro histórico, onde se localiza o Rijksmuseum. O museu é simplesmente o mais importante do pais. Não é necessário compra de ingresso antecipado. A despeito das eventuais filas, ele é suficientemente grande para abrigar a todos os visitantes sem que tenhamos qualquer impressão de tumulto. Também conhecido como Museu Nacional dos Baises Baixos, o Rijksmuseum foi fundado nada mais nada menos que em 1800. Sem dúvida é o museu mais importante da Holanda e um dos mais relevantes da Europa. O museu abriga uma respeitável coleção de obra de pintores renomados, mas há também contribuições para a escultura e outras artes.

 

 

O prédio, por si só, já é uma atração. Combinando elementos góticos e renascentistas, impressiona pela sua grandeza e opulência. Não está situado em um ponto qualquer da cidade, são seus vizinhos o Museu Vangogh.

 

O Volderpark

 

Ao fundo o museu, difícil mesmo é tirar uma foto à frente do "I amsterdam"!

 

Arte? A dar com o pau, é claro! Renascimento está bem representado. Arte indiana. Atentar para os detalhes! Até o nosso Brasil e sua fauna. Como todo museu que se prese, nós mesmos nos tornamos arte!

 

 

O pátio central do Rijskmuseum (www.rijksmuseum.nl/). Recomendamos pelo menos uma manhã ou tarde no interior do museu. Isto, obviamente, pensando em uma visita com interesse mais pontual ou mais ligeira. Caso o visitante pense em conhecer o conjunto do museu de forma mais cuidadosa, não deixe de considerar um dia inteiro. Haja pernas!

 

 

Uma visita que também nos parece obrigatória é à Casa de Anne Frank. A menina judia Anne Frank escreveu famoso diário que conta o cotidiano de sua vida em um esconderijo durante o domínio nazista na Holanda. No final das contas, na altura dos seus 15 anos, fora levada à Alemanha, onde morreu um pouco antes do término da guerra. Seu relato, contudo, tornou-se eterno. Caso seja do seu interesse visitar o museu, atente para o seguinte: é preciso que compre seu ingresso pelo menos um mês antes de sua visita. Na vespera não terá garantia de entrada. Exceto caso queira ou possa enfrentar a fila de acesso depois das 15 horas.

 

A Casa de Anne Frank (www.annefrank.org/pt/)

 

 

Dia 2:

 

À esta altura o visitante já estará no segundo dia de seu roteiro. Que fique claro, há muitas opções de entretenimento nesta cidade. É preciso se fazer duras escolhas. Nossa sugestão é que faça uma animada visita à uma outra atração bastante concorrida, o Heineken Experience. Uma visita que dá conta da produção, distribuição e comercialização da famosa cerveja Heineken. 

 

 

Para a parte da tarde - e para os que tenham estômago - vale a rápida visita ao Museu da Tortura. A visita não passará de uma hora. O museu é pequeno e o preço da entrada compatível. O que se tem acesso? Há um pequeno, mas interessante acervo de utensílios ligados à todo tipo de tortura, essencialmente do período medieval. Quem faz visita com crianças, saiba que a Laura saiu sob choro e assustada. Resumindo: para ela, não foi uma visita agradável. Para os pais também não foi, mas fomos capazes de manter, digamos, a nossa integridade. Mas não se sintam desmotivados, pelo contrário. É surpreendente imaginar que um dia algumas pessoas resolveram usar aqueles equipamentos, engenhosamente pensados para machucar outras pessoas. E tudo isso feito sob o manto da lei e dos bons costumes! A mente humana surpreende.

 

 

 

Se Museu da Tortura for demais pra você, nossa sugestão é o incrível Museu da Resistência! Ele dá conta da resistência holandesa ao nazismo. Por incrível que pareça, ele é especialmente interessante para as crianças.O nome já diz, trata essencialmente da mobilização dos holandeses contra o domínio alemão. Mas não é, como pode parecer, um museu ufanista ou ingênuo. A narrativa dá conta de "escolhas": colaborar ou resistir? 

 

 

O museu não economiza tecnologia. De cara percebemos que não se trata do velho museu contemplação, não. Somos a todo momento convidados para participar das questões colocadas pelos seus curadores. A comunidade judaica holandesa não era pequena. A liberal Holanda, como se sabe, historicamente, foi capaz de atrair muitos judeus de todo o canto da Europa. Já estavam fixados e viviam, essencialmente, em dois bairros na capital do pais. Uma das figuras mais notórias dessa comunidade não é um grande pensador ou prospéro empresário. É uma menina que, aos 15 anos, seria levada pelos militares alemães. Falamos de Anne Frank! O museu desperta especial atenção das crianças. Há, inclusive, uma parte da exposição exclusivamente voltada para elas. Nesta parte, o pequeno ou pequena visitante tem oportunidade de entrar em algumas "casinhas". A casa de uma família colaboracionista, a casa de uma família nazista e a casa de uma família que resistiu à dominação e, por fim, na casa de uma família judia. Há descobertas e questões colocadas em portas, móveis e outras surpresas!

 

 

 

Caso não tenha qualquer incompatibilidade, digamos, moral, no final da tarde por que não dar um rolé no chamado Red light district?

 

 

Não deixe de aproveitar também as incríveis guloseimas holandesas!

 

 

Eis o stroopwafel - açucar e canela a dar com pau!

 

 

Dia 3:

 

Em seu terceiro dia, que tal um passeio no parque? Não é um parque qualquer, trata-se do Vondelpark

 

 

Certamente no verão e primavera seja uma visita, no mínimo, mais colorida!

 

 

O tempo está muito ruim? Então não invente, vá para o Museu Van Gogh!

 

O incrível Museu Van Gogh

 

 

Voltando ao hall das atividades free, o visitante pode dar umas voltinhas de barco, que tal? 

 

 

Há diversas linhas que partem da Centraal Station e permitem acesso à diversas ilhas ou coisa que o valha! Escolhemos o percurso que nos levaria até a arte do brasileiro Kobra (rota NDSM).

 

O embarque

 

 

Se tiver um tempinho em meio a tanta coisa para fazer, não deixe de dar uma passada no Albert Cuyp Market. Trata-se de uma feira localizada na rua de mesmo nome. Ali o visitante poderá encontra de tudo: comida típica, roupas e as chamadas lembrancinhas.

 

Mas, na boa, em se tratando de mercado ou feira pública, achamos a Waterlooplein mais interessante.

 

 

Em nossa segunda visita à Holanda, fizemos uma opção que se revelou bastante acertada. Fizemos dois bate-voltas a partir de Amsterdam: Haarlem e Muiden, Não podemos deixar de recomendar visita a estes dois destinos fantásticos (acesso aos roteiros abaixo).

 

 

 

Não precisamos dizer que o transporte público - apesar de ser relativamente complicado - funciona bem.

 

A belíssima Haarlem

 

 

Muiden e seu famoso castelo

 

 

 

 

Mais sobre a sua viagem:

 

Onde ficar? É longuíssima nossa experiência com a rede Ibis. Alguns hotéis são bem localizados e, é aquela coisa, em geral não temos surpresas negativas. Amsterdam não é conhecida pela estadia barata, o Ibis, portanto, veio muito a calhar. Ficamos no Centre Stopera que está razoavelmente próximo da estação central de trem. Alguma coisa como 15 ou 20 minutos de caminhada permite acesso fácil à principal estação de trem da cidade.Trata-se de um Ibis "normal", isto é, não é Budget (o mais barato) ou Style (supostamente o mais confortável). Como se pode ver, o quarto é relativamente espaçoso. O aquecimento - item fundamental no inverno europeu - funciona adequadamente.

 

 

O banheiro é do tipo pré-montado, uma estrutura que se "encaixa" dentro do quarto. Lembrando um pouco aquelas estruturas que vemos nos Ibis Budget. Se não fosse uma das luzes que piscava sem parar, poderíamos dizer que funciona a contento. Não foi a primeira vez que estivemos em Amsterdam. Considerando a experiência bastante tortuosa de estadia que tivemos em primeira visita (Hosteling International Amsterdam Stadsdoelen), achamos que desta vez tudo se deu dentro da normalidade. Em resumo, é uma opção que rende boa relação custo-benefício.

 

Quando ir? Regra geral, se puder, viaje nas estações intermediárias (primavera e outono). Tenham em mente o seguinte: o inverno não é para pessoas que não gostam de frio e ponto. Há certos exageros, em nossa opinião, com relação ao inverno europeu. É claro que é frio, mas há infraestrutura de aquecimento em tudo. No entanto, algumas cidades a coisa pode ser um pouquinho mais delicada. Amsterdam, por exemplo, é conhecida pelo vento forte e insistente. Quando ele é frio pode realmente ser desagradável. Nada que não se possa enfrentar, em nossa opinião, com alguma dificuldade, mas, obviamente, isso é uma questão de sensibilidade e opinião. O verão, como de costume, é a estação não só mais quente, mas também de maior circulação de pessoas. Em tese os preços são menos encantadores.

 

 

Conheça outros roteiros para bate-voltas abaixo!

 

 

Roteiro para Haarlem

 

Roteiro para Muiden

 

 


 


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