Trem pela Europa: prós e contras

17/04/2014 21:53

É unânime: trem é um charme. Nós, que deixamos de lado o projeto de construção de uma malha ferroviária e fizemos nossa opção pelo carro, não cansamos de admirar os trens europeus. Uma viagem de trem não tem igual. O que podemos dizer, em perspectiva de balanço, sobre o trem em viagens no continente europeu?

 
Vamos começar pelas vantagens: em primeiro lugar, precisamos reconhecer que o acesso ao trem é muitíssimo mais fácil. Como regra, aeroportos estão situados em lugares distantes dos centros da cidades. A estação ferroviária, pelo contrário, é acessível e bem localizada. Significa dizer que, tanto para partir em direção à um destino, quanto em sua chegada, poupará dinheiro e esforços para chegar ao hotel, certo? Não é desprezível isso como vantagem.
 
A depender do deslocamento, outra vantagem: poderás dormir no trem e, eventualmente economizar e ganhar tempo. Por exemplo, de Veneza até Viena, saindo da primeira por volta das 21 horas, chegarás ao seu destino por volta da 7 horas da manhã. Talvez não muito descansado (o que pode ser boa desvantagem), mas certamente ganhando tempo (se não parar para dormir no hotel, é claro).
 
Já, portanto, no terreno das desvantagens, cabe reconhecer que os trens não são tão confortáveis quanto uma cama de hotel. Não são. Fazem barulho, saculejam, param, andam, enfim, seu sono será bastante desafiado.
 
Além disso, em tempos de passagens aéreas lowcost, não podemos dizer que sejam as alternativas mais baratas. Caso comprem seus bilhetes com cerca de 3 meses de antecedência, diretamente no site das cias ferroviárias de saída, certamente vão adquirir passagens, no mínimo, bastante competitivas.
 
Os passes podem também representar economia em alguns casos, sobretudo quando o viajante tem em vista várias e grandes deslocamentos.