Seguros-saúde oferecidos pelo cartão de crédito funcionam? Nossa experiência

13/04/2014 17:40

 

Viajamos há alguns anos com uma criança pequena. Isto torna nossas viagens um pouco mais preocupantes se Laura não estivesse conosco. Afinal, as crianças costumam ser mais vulneráveis às condições impostas pelos deslocamentos e pelos novos lugares. Em nossa primeira viagem com Laura (Buenos Aires, julho de 2011), chegamos a contratar um seguro especial, mas, felizmente não tivemos motivo para acioná-lo. Nas demais viagens, para Paris ( dezembro de 2002), Reino Unido (dezembro de 2013), Chile (outubro de 2014) e Leste-europeu (dezembro de 2014), talvez um pouco mais confiantes, resolvemos ir com a cobertura dada por esses seguros oferecidos pela administradora de cartão de crédito. Ele é uma contrapartida da compra da passagem aérea ou pagamento das taxas de embarque por intermédio do cartão de crédito.

 

Em nossa viagem para o Reino Unido, contudo, o seguro foi chamado para comparecer em atendimento às nossas necessidades. A ocasião envolvia o acidente de Laura no quarto do hotel, com muita dor e gritos. De uma forma que somente uma criança de 4 anos de idade é capaz de fazer. A situação era de total emergência, então nos dirigimos para um dos hospitais do National Health Service (NHS), em Londres/Inglaterra, o equivalente ao nosso SUS (sobre o acidente e o atendimento no hospital público, acesse link abaixo).

 

Laura foi muitíssimo bem atendida, o incêndio foi apagado. O resultado foi uma fratura de tíbia em espiral, que colocava, a partir dai, a necessidade de alguns cuidados de saúde. Feito o primeiro atendimento, resolvi, então, entrar em contato com o seguro-saúde, sempre sem sucesso. Tentei fazê-lo de diversas formas e meios, sempre sem nenhum tipo de retorno. Como estávamos no Reino Unido e Laura podia contar com serviços públicos gratuitos de excelente qualidade, resolvemos deixar de lado, com imensa decepção, o seguro-saúde feito ainda no Brasil.

 

 

Antes de viajar li algumas experiências, também narradas na internet, que apontam para dificuldades de acesso aos seguros-saúde. Não são muitas, o que talvez aponte (1) ou para a pequena ocorrência de acidentes e/ou problemas de saúde no exterior ou (2) para poucas dificuldades de acesso, como tivemos.

 

De todo modo, cabe cultivar uma pulga por detrás da orelha. Aos mais preocupados e/ou precavidos, aconselhamos a contratação de um seguro saúde de confiança (se é que existe).

 

Sobre atendimento em hospital público no Reino Unido, ver:

 

laura-no-mundo.webnode.com/news/acidente-durante-a-viagem-um-depoimento/