Roteiros que deram certo: Itália

05/03/2018 20:35

 

Essa é a quarta matéria da Série "Roteiros que deram certo". Já tratamos do Leste-europeu, do Reino Unido, do Chile, da Espanha, agora vamos tratar desse pai incrível chamado Itália!

 

Obviamente, "dar certo" envolve boa dose de subjetividade. O que é "certo" para um, pode não ser para outra pessoa. Afinal, o que entendemos como "dar certo"? Nossa ideia, em boa parte das vezes, é evitar longos deslocamentos. Roteiros mais compactos costumam ser menos cansativos e mais baratos. Não é que possamos fazer, vez e outra, roteiros mais ambiciosos, aliás, como já fizemos. O que dissemos é que há um custo nesse tipo de opção. Em geral, são viagens que consomem energias e de alguma forma penalizam os sabores de cada visita e curtição local. 

 

O Duomo de Milão

 

Considerando tudo isto, o que fizemos na Itália? Optamos por um roteiro que explorou o norte da Itália até o centro do pais, mais precisamente, até sua capital, Roma. Entendemos que o sul do pais merece um roteiro cuidadoso e com o devido tempo para se apreciar seus detalhes e surpresas. O que propomos?

 

Milão -- Florença -- Roma -- Vaticano - Veneza.

 

Exceto por Roma, é um roteiro relativamente compacto. Já estivemos na Itália por duas ocasiões, Mais recentemente, final de 2015, fomos testemunhas que o transporte - especialmente trens - melhorou bastante entre suas cidades. Não pense que este seja um comentário sem significado. Acontece que historicamente a Itália sempre teve problemas com os seus trens para longas viagens. Há decadas atrás, não podemos esquecer do trem xexelento que nos levou do sul da França até Veneza. Caia aos pedaços! Nos ultimos anos, como parte de um processo de ajuste ao dito padrão europeu, a Itália fez importantes investimentos nessa área. A qualidade, como dissemos, é visível. Sendo assim, no geral, o transporte inter cidades é de muito boa qualidade. O mesmo, infelizmente, não pode ser dito com relação ao transito e transporte em alguns municípios. Problemas? Maiores detalhes aqui.

 

A Itália e suas guloseimas!

 

Em nossa opinião, pelo menos para o tipo de turista que somos (ao viajarmos com criança vida noturna está fora de nossas atividades), Milão foi a cidade menos interessante que visitamos se comparada às demais. Seu ponto alto nos pareceu o Duomo, mas há outras coisas interessantes (fizemos um pequeno video). Ficamos com a impressão que alguma coisa como dois dias inteiros em Milão são suficientes para conhecer algumas de suas principais atrações turísticas. Para maiores detalhes sobre o que fazer em Milão, acesse nosso roteiro para a cidade.

 

Florença (ao fundo a Ponte Vecchio)

 

Florença muito bem nos impressionou. É realmente uma cidade muitíssimo singular! Dois dias revelou-se pouco. Retomando o tema do transporte local, podemos garantir que praticamente tudo pode ser feito à pé, sem necessidade de transporte público, portanto. Isto, é claro, se andar faz parte de sua rotina. Em nossa opinião, a melhor forma de bem conhecer uma localidade se dá justamente pela caminhada entre o povo, no cotidiano de suas vidas e meios. quer mais sugestões para Florença? Nossas sugestões estão aqui.

 

O famoso Coliseu, em Roma

 

Dali arrumamos as coisas e seguimos o caminho de Roma! Quem tem boca ..... Não é uma cidade pequena. Há muito, muito o que se ver. Ficamos 3 dias inteiros livres e nos pareceu o suficiente (maiores detalhes aqui). Um quarto dia tiramos para visitar o incrível Vaticano. Em nossa opinião, estando em Roma, o Vaticano se torna visita obrigatória!

 

O Vaticano

 

Dali partimos para nosso destino final na Itália: a incrível Veneza! Uma das cidades mais interessantes que se pode conhecer. Recomenamos pelo menos dois dias cheios na cidade. Nossas sugestões estão reunidas aqui.

 

Veneza e suas gondolas

 

Fizemos todos os deslocamentos por intermédio de trem. O processo de compra no site da Trenitalia  se deu sem problemas. O site é de fácil manejo, imprimimos os bilhetes em casa e seguimos viagens sem surpresas, exceto alguns atrasos na saída dos trens em Florença.

 

 

Onde ficar? Nos roteiros detalhados de cada cidade, acima indicados, o viajante poderá encontrar informações e dicas para estadia. Antecipamos nossa regra: economia, mas com bom senso. Explicamos: se instalar em um hotel distante dos centros de visita pode ser muito mal negócio. O que se economiza com estadia, se gasta com transporte público (e cansaço). Sendo assim, sempre ficamos instalados nas proximidades da região foco. Além disso, somos abertos às diversas possibilidades. Por vezes hotel é mais vantajoso, outras vezes é aluguel de imóvel e assim por diante. Nessa hora, a boa e velha pesquisa é o melhor negócio. Hoje isso pode ser feito rápido e com segurança.

 

 

Quando ir? Entendemos que a Itália é pais para qualquer estação do ano. Tudo depende do gosto pessoal do viajante. Como nós não curtimos calor, uma visita à Roma no verão pode ser uma coisa muito desagradável. A cidade é conhecida pelo calor muitíssimo intenso. Imaginamos o que deve ser caminhar horas sob sol implacável, estamos fora!. O inverno, como costume, quase sempre é brando. Brando se comparado a outras capitais européis, é claro. Por outro lado, ficamos imaginando que visitar a cidade nas estações intermediárias (outono e primavera) deve ser excelente, seja pela temperatura amena, seja pela menor quantidade de turistas e fluxo de visitantes. De quebra, pelos melhores preços de hotéis e atrações. É um caso a se pensar.