Passagens aéreas com milhas: o que temos para esse ano?

13/04/2018 06:29

 

Não é fácil prever o comportamento do chamado mercado de milhas, sobretudo em um tempo em que as coisas se tornaram, como regra, voláteis. Há cerca de 6 anos atrás, quando começamos de forma mais sistemática a adquirir passagens por meio de milhas, as coisas eram bastante diferentes. Para que o leitor tenha uma ideia, por volta do final de fevereiro conseguíamos nosso bilhete europeu para a viagem de final de ano sem qualquer problema. A viagem, perna de ida e volta, saia normalmente por 80 mil pontos. Foi assim durante algum tempo.

 

 

No momento em que o dólar começou a registrar variações mais importantes, há cerca de dois ou três anos, as coisas começaram a mudar. Tornou-se cada vez mais raro encontrar passagens por "modesta" quantidade de milhas muito cedo. Começamos a fechar negócio por volta de maio, e até junho. Aliás, este não é exatamente um problema, uma vez que planejar viagem com muita antecedência tem seus riscos, alguns deles tratamos em outra matéria.

 

 

O fato é que o processo parece estar ficando cada vez mais difícil. Talvez nem tudo se explique por uma simples questão de variação de moeda estrangeira. Matéria do O Globo do ano passado, por exemplo, nos chamava a atenção para o surgimento de um vigoroso mercado de milhas no mundo e no Brasil. Milhas, que sempre foram moeda, transformam-se em uma moeda de bastante valor, o que poderia também explicar nossas dificuldades mais recentes.

 

Aliás, falando em mercado em transformação, atente-se para a venda direta de passagens por milhas, negócio que tem ganho a nossa atenção em anuncios até pela TV. Uma das empresas, talvez a mais famosa delas, a Maximilhas, parece ter um volume considerável de transações e, à primeira vista, tudo parece bastante vantajoso, mas quando fomos conferir a diferença de preços da passagem (Rio -Madri - Rio) oferecida com bilhetes Latam Fidelidade pela Maximilhas, vimos que a empresa os oferecia por apenas 32 reais mais baratas que as passagens emitidas pela própria Latam. Ou seja, nessas condições, obviamente, o negócio não vale a pena, pois não se pontua com passagens de milhas, não é mesmo? Seja como for, caso o leitor se interesse por esse tipo de negócio cabe uma pesquisa mais cuidadosa - com mais datas e destinos - do que a que fomos capazes de fazer. 

 

 

Estamos em abril e fomos verificar o comportamento do tal mercado propriamente de milhas. As notícias, por enquanto, não são boas. Vôos europeus, para cidades como Paris, Madri, Frankfurt, Bruxelas estão, em média, 100 mil pontos por perna! Imaginando o embarque em 27 de dezembro (uma data que por várias vezes conseguimos bilhetes em conta) e retorno em meados de janeiro, a pancada é boa. O mesmo teste foi feito para vôos para os Estados Unidos, especialmente Nova Iorque e Miami. O resultado foi igualmente ruim. 

 

 

Nossos negócios costumam ser feitos em dois programas: Multiplus e Smiles. O primeiro com muita mais frequência, mas o segundo costuma apresentar passagens com milhas mais em conta (mas quase sempre quando não conseguimos viajar!) Aqui como fazemos!

 

 

Já destinos latino-americanos, como Santiago, Buenos Aires, Montevideu, mostraram-se bastante atrativos. Sinceramente, achamos que nossa reigão é de grande potencial turístico e merece toda a nossa atenção. Aqui nossas sugestões de roteiros. Registre-se, ainda, vez e outra, boas promoções com milhas para destinos nacionais. 

 

Ao fim e ao cabo, vale o de sempre: espreita e pesquisa. Os velhos padrões de comportamento do mercado se transformam, mas o mercado ainda existe, se existe ...