Paris: melhor localização

27/07/2014 20:40

Paris, sonho de consumo de todo ou quase todo viajante. Com alguma experiência com viagens, podemos dizer: Paris sempre impressionada pela beleza.

 

Conhecer e desfrutar de toda aquela beleza depende de algumas providências, entre elas localização. Como é de conhecimento de todo mundo que viaja, estadia é uma daquelas coisas que pode potencializar uma viagem, mas também pode estragá-la pelo número de problemas que envolve.

 

Sem perder de vista essa questão, gostariamos de dar algumas sugestões não sobre estadia em Paris, o que já fizemos em outra matéria (Ver: laura-no-mundo.webnode.com/news/aluguel-de-apartamento-usando-o-rentparis-com/), mas tratar de localização na capital francesa.

 

A cidade de Paris está organizada em 20 circulos chamados arrondissements. Eles são como regiões que abrigam em seu interior bairros. Como regra geral, os números mais baixos estão mais próximos do centro geográfico da cidade, mais precisamente da Ilha de St. Louis (ou, se preferir, da Catedral de Notre Dame), já os números maiores situam regiões mais à periferia da cidade. Como era de se esperar, a relação centro/periferia também dá conta de questões como classe e prestígio sociais.

Já tivemos oportunidade de nos instalar em 3 regiões distintas da cidade, trataremos aqui das vantagens e desvantagens de cada uma delas e, na medida do possível de outras que também conhecemos.

 

Antes vamos quebrar alguns preconceitos ou preconcepções: 1) a periferia não é necessariamente sinônimo de decadência e, portanto, não é obrigatoriamente uma escolha ruim; 2) o símbolo da cidade é a torre, é claro, mas seu em torno não é necessariamente a melhor escolha.

Feitos esses "reparos", é preciso que se tenha em mente: qual seu nível de disposição ou estilo? Se você gosta ou não se importa em caminhar, temos nossas sugetões. 

1) Há opções de hotéis com preços, para os padrões parisienses, bem razoáveis no em torno de Paris, na chamada Grand Paris. A despeito de o sistema de transporte ser bastante eficiente, é uma opção que não nos agrada. Em primeiro lugar ela impõe custos com transportes; em segundo, nos coloca fora do cotidiano do burburinho. Sendo assim, sempre optamos por ficar no interior do círculo (acima).

 

2) Os arredores da Torre, basta ver o mapa, só têm a torre como principal atração. Tudo o mais precisará de um deslocamento que não se pode desprezar.

 

3) Já estivemos instalados no 9 arrondissement, nas proximidades do L`Opera de Paris. É uma região muitíssimo movimentada, comércio agitado e transito intenso. A pé, permite acesso para qualquer parte da cidade, sem muitas dificuldades. Os preços costumam ser intermediários por essa região.

 

4) Já estivemos instalados no 18 arrondissement, nas proximidades da Sacré Coeur. A região é interessantíssima, comércio agitado, mas de perfil mais popular. Há muitos imigrantes e comércios de propriedade destes, inclusive acessíveis restaurantes. Encontramos também supermercados mais baratos. Os preços das diárias de hotel ou aluguel de apartamentos são um dos melhores da cidade. Muito interesssante estar perto da bela Sacre Coeur, mas menos interessante é estar longe de tudo mais da cidade.

 

5) Já estivemos instalados no 4 arrondissement, mas precisamente em um bairro chamado Marais. É uma das regiões mais valorizadas da cidade. Há restaurantes incríveis, uma vida noturna intensa. Há dez minutos de caminhada estávamos às margens do Sena. Um pouco mais percorríamos os jardins do Louvre ou caminhávamos pela Ile de St. Louis. Enfim, tinhamos a vida mais nobre da cidade de forma facilmente acessível. Em compensação, como era de se esperar, estamos lidando com preços de estadia ou aluguel nada modestos.

 

Em 3 e 4 não havia uma criança pequena na viagem. Caminhar ou se locomover pela cidade era alguma coisa ligeiramente mais fácil. Em 5 havia nossa Laura, na altura dos seus 3 anos de idade. Podemos garantir que a opção por 5 mais do que valeu a pena. Foi capaz de garantir o conforto e o sossego que muito importam nessa coisa a que chamamos férias.

 

Sendo assim, vejam bem, tudo depende, certo? Do fôlego financeiro, da disposição física, dos parceiros e/ou parceiras de viagem.