O metrô de Paris como um ponto turístico

26/09/2014 17:17

 

Em nossa modesta opinião, o Metrô da cidade de Paris é mais do que um meio para se chegar a algum lugar, ele é também um fim em si mesmo.

 

Tudo certo, quem o conhece sabe muito bem que necessariamente não é um dos lugares mais aprasíveis. Há estações incrivelmente mal cheirosas e decadentes. Em que pese essas dificuldades, não resta dúvida de que aquele mundo inteiro, sob a cidade de Paris, e também como parte dela, é algo que também exerce imenso fascínio e encanto. Vejamos.

 

Eis o verdadeiro emaranhado de caminhos e conexões.

 

Estamos falando de alguma coisa como 16 linhas, mais de 300 estações. Junto com as redes de Londres, Moscou e Madrid, está entre as maiores obras de transporte subterrâneo do planeta. Sua primeira linha - linha 1 - data de julho de 1900. Se pode chegar a qualquer ponto da cidade por intermédio de seus trens. Mais do que isso: se é possível, inclusive, escolher, entre as linhas disponíveis, qual delas te deixará mais próximo do seu destino.

 

Algumas estações merecem visita especial, pela beleza ou até mesmo pela estranheza. Alguns trajetos, feitos na superfície, merecem atenção pela paisagem que proporcionam. Exemplo são as linhas 2 e 6. A primeira cruza o sul da cidade, sentido leste-oeste e vice-versa. Permite bela visão da Torre Eiffel e do Sena, um pouco depois da Ile de St. Louis. A segunda, cruza o norte da cidade, a região de Montmartre até o sul de Paris.

 

Laura na Estação Pigalle, a mais profunda da cidade (janeiro de 2013)

 

Sabe lá o que é andar no metrô de Paris no fim de uma noite de inverno! Sabemos o que é chegar ao final da noite em uma Gare du Nord! Sua imensidão combinada pelo vento gelado em seus corredores fazia lembrar um film noir. Mas ate ai é puro encanto!

 

Edward Hopper: Automat, 1927. 

 

Mas nem tudo são flores. Em uma cidade como Paris, infelizmente, o metrô tem uma outra terrível função: ele é ponto de suicidio. Algumas estações, inclusive, já possuem vidros que dificultam a tarefa dos suicidas que, do contrário, se jogariam fácil à linha do trem. Lembramos bem do dia, em fevereiro de 2004, em que tivemos que descer do metrô em função de um suicida, digamos, "bem sucedido". Descemos em um lugar que não era ponto de passagem mais habitual. Então resolvemos aproveitar a oportunidade para conhecer um pouco melhor a região. Havia muitas livrarias e lojas de arte. Em uma delas, encontramos um catálogo do pintor norte-americano Edward Hopper. Um pintor que, como poucos, soube bem retratar a solidão das sociedade de massas. Nada poderia combinar tanto com suicidio.

 

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