Itália: quais os perrengues mais comuns?

24/04/2016 10:10

 

Estivemos na Itália por duas oportunidades. A primeira vez, há mais de duas décadas atrás, tivemos uma impressão, comparativamente aos paises vizinhos, bastante ruim. Recentemente, em 2015, retornamos à Península Itálica com um projeto de maior fôlego, o que nos permitiu conhecer um pouco melhor o pais. Depois de tanto tempo, velhas impressões foram superadas, mas algumas permaneceram. Vejamos.

 

1) A primeira coisa que se pode chamar a atenção na Itália é mesmo o trânsito intenso e, em certa medida, caótico. Nesse sentido, nossa chegada à Milão foi batante emblemática. Fomos atravessar a rua, bem à frente da estação central de trem (Milano Centrale), o sinal estava aberto para os pedestres. Vários iam atravessar a rua quando, de repente, um sujeito avança o sinal em alta velociddade, e falando no celular! Logo vimos que o transito era algo familiar para a gente, infelizmente. Em Roma esse problema salta aos olhos. É preciso, portanto, ter muito cuidado com os carros e, especialmente, as motos (e não são poucas!). Não confie de todo no sinal de transito!

 

Em Florença!

 

2) Há uma pegadinha para o turista que frequenta restaurantes no pais. Você entra em um café ou restaurante e vê o preço de tudo. Muito bem, parece razoável? Ótimo! Logo vem o garçon e pergunta se você não quer sentar à mesa. Você aceita, é claro! Se deu mal ai! Acontece que o preço exposto é relativo a quem consome de pé! Se for sentar à mesa, o preço aumenta e não é pouco. Caso opte por sentar à rua, por exemplo, pagará ainda mais, pois incide, nesses casos, um imposto municipal para ocupação de calçadas. Convém, portanto, que na hora de se sentar à mesa fique claro quanto será cobrado, caso contrário, poderá ser surpreendido por uma conta bastante diferente daquela que você imaginava antes de ir ao café ou restaurante.

 

 

3) Como em outras cidades européis, sobretudo nas próximidades dos pontos turísticos, convém ficar atento aos chamados pickepockets. Em bom português: trombadinhas! Documentos e dinheiro, é lógico, convém estarem localizados em local não facilmente acessível, pois os caras são conhecidos pela grande habilidade. Além dos gatunos, é preciso ter paciência com os vendedores de pau de selfie e outros artigos para turistas. Não é necessário que seja mal educado com eles, mas é preciso que seja enfático quanto ao seu desinteresse (caso seja esse o caso).

 

Em Veneza, manifestação contra os preços das passagens praticados pela companhia local de transporte público

 

4) Transporte urbano! Comparado há mais de 20 anos atrás tivemos a impressão de que houve avanços na rede de transporte no pais. Os trens que fazem viagens entre as cidades italianas eram novos e modernos. Já as estações se revelaram relativamente precárias, antigas e com comércio pobre. O transporte urbano, em cidades como Milão e Roma, parece não ser digno de boa nota. Vimos muitos trens bastante precários. Veneza é um capítulo à parte, pois seu sistema de transporte público é maritmo. Dizem ser um dos mais caros do mundo. Dependendo de seu potencial econômico não considere taxi em Veneza, pois uma viagem - em dezembro de 2015 - estava na casa dos 100 euros!

 

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