Como viabilizar viagens internacionais?

15/11/2017 15:56

 

Eis uma pergunta frequente na cabeça de todos que querem realizar viagens internacionais: como viabilizar viagens internacionais? A pergunta faz tanto mais sentido quando consideramos os altos custos que costumam envolver deslocamentos para o estrangeiro. E quando feitos em família? A conta mutiplica, é claro. Em primeiro lugar, obviamente, é preciso que se tenha uma renda compatível. No entanto, não pensem que "renda compatível" signfique exatamente ser "rico". Antecedência e planejamento permitem que orçamentos mais modestos também contemplem viagens internacionais. Vejamos:

 

 

Aeroporto Internacional de Garulhos: o principal ponto de partida para Europa

 

Uma alternativa utilizada por nós há muitos anos sempre envolve a compra de pelo menos uma passagem (às vezes até duas!) com milhagens. Como viajamos em família, desonerar em uma passagem é um ganho que não é desprezível. Aqui nós consolidamos nossas dicas sobre acúmulo de milhagens.

 

 

E o resto? O caminho não é outro senão a antecedência. Para que tenham uma ideia, procuramos - quando possível - viajar ao longo do ano, mas deixamos o cardápio principal para o final do ano, quando estamos de férias e podemos nos ausentar por mais tempo de nossa vida tupiniquim. Uma viagem que se dará em dezembro, por exemplo, começa a ser pensada por volta de março. Nesse mês, como regra, compramos bilhetes aéreos, seja por milhagens seja com dinheiro, em situação que nos parece mais vantajosa, se comparada com o que veríamos mais adiante. 

 

Em Lisboa (de perna quebrada)

 

Pensando em Europa e Estados Unidos, em nossa experiência, as tarifas mais em conta são possíveis de serem encontradas até o final de julho. A partir dai os valores oscilam bastante. É até possível encontrar tarifas mais em conta, mas será mais raro. Obviamente esse comportamento padrão será sempre mediado pela questão cambial. Uma alta substantiva do dolar poderá, a qualquer momento, encarecer bilhetes aéreos (uma vez que são cotados em moeda estrangeira).

 

 

Arquitetura singular: Aeroporto Ronald Reagan, em Washington

 

Estadias e traslados começamos a resolver por volta de setembro. Em se tratando de traslados especialmente, convém lembrar que as companhias ferroviárias européias costumam liberar os bilhetes mais baratos por volta de 3 meses antes do embarque. Em caso de viagem para o final do ano há um pequeno complicador. Acontece que o calendário do ano seguinte costuma ser implantado ainda na primeira quinzena de dezembro. Se for viajar na segunda quinzena terá que esperar a liberação do novo calendário para fazer sua compra online. Aqui reunimos sugestões sobre como comprar bilhetes de trem em diferentes companhias ferroviárias européias

 

Hotel Insulana: Lisboa!

 

 

 

Estação ferroviária de Frankfurt

 

Bacana, não? Mas saiba que o traslado, de longe, mais barato é de ônibus. Nos Estados Unidos, por exemplo, o percurso Nova Iorque - Washington não fizemos de trem, mas de ônibus e não nos arrependemos. O cardápio principal 2017/2018 envolve viagem para a espanhola Andaluzia. Todo o percurso será feito de ônibus. É preciso reconhecer, contudo, que há viagens que precisam ser feitas de trem, pelo conforto, pela beleza, enfim, por tudo que somente um trem consegue nos oferecer. Toda a perambulação que encaramos na Suiça foi feita de trem, e tinha de ser! Que paisagens incríveis, inesquecíveis, dos lagos, das montanhas e vales nevados!

 

 

Saindo de Nova Iorque à caminho de Washington DC

 

Com relação a estadia, temos um comportamento bastante flexível, mas com algum limites. Já frequentamos muitos albergues. O último foi em Londres e achamos que, hoje, precisamos de um pouco mais de conforto. Nada especial, apenas um pouco mais de privacidade. Não viajamos para curtir hotel, ele é apenas um local de descanso. Mas deve cumprir alguns requisitos para que seja de fato de descanso. 

 

 

Apartamento alugado em Nova Iorque

 

O primeiro ponto, sem qualquer dúvida, envolve a localização. Convém que seja próximo ou relativamente próximo dos principais destinos. A economia de um dormitório em região distante poderá ser consumida com os necessarios deslocamentos no transporte público. Isto sem falar no cansaço. Nessa hora vamos ao Google mapas e logo visualizamos o círculo que nos interessa. O segundo, à critério de cada um, é o preço da estadia e o "conforto" oferecido. Segurança, limpeza,banheiro privativo e internet são quesitos, de partida, obrigatórios. Consultamos o booking e outros buscadores, construimos uma lista de candidatos. Comparamos também com o valor de aluguel de apartamentos. Por vezes essa última opção se revela mais vantajosa. Assim foi em Paris e Nova Iorque

 

 

Nada como um pãozinho uruguaio metido a francês!

 

Então vamos aos negócios. Alimentação e gastos locais? Vejam nossas sugestões

 

 

Quer mais informações sobre a organização de roteiros? Vejam nossas dicas aqui

 

Paris, em 2013.

 

 

O fato é que saimos com a viagem bem amarradinha e, em termos econômicos, com todas ou quase todas as despesas quitadas. Isso é aliviante, pois podemos de fato curtir a viagem!

 

A belíssima Lucerna, na Suiça, janeiro de 2015.

 

Ahhh um detalhe muito importante! Não levamos malas. Viajamos apenas com mochilas. Parece absurdo? Não, há imensas vantagens, seja para o traslado seja para a economia (imaginem que os famosos vôos low cost só valem a pena com bagagem de mão!). Saibam mais. Acima falamos de transporte e traslado, é preciso que se tenha em mente que em algumas situações o avião é transporte obrigatório; em outras situações, pode ser simplesmente mais vantajoso. Vejamos: em 2016/2017 estivemos pelas Irlandas. Como todos sabem, uma ilha. Para ir até o continente, só teríamos duas opções: barco ou avião. O avião, de longe, era mais vantajoso. Nesse caso, experimentamos pela primeira vez a companhia irlandesa Rynair. Por apenas 22 euros fomos de Dublin à Berlim. Sem queixas! Mas, atenção, se for embarcar  malas no porão, a situação muda de figura! Em 2017/2018 faremos Espanha e Marrocos novamente pela Rynair, contemos em breve!

 

 

Em Veneza, janeiro de 2015

 

Vai com criança? Nossas sugestões sobre o que levar.

 

 

Nosso herói! Caiu no Rio Sena, em Paris (sem a Laura, é claro); sobreviveu à muita pancada, mas morreu nas ruas de pedra de Lisboa! 

 

 

Em Belim, janeiro de 2017

 

E a América Latina? É um bom começo, temos algumas sugestões de roteiros

 

Buenos Aires, julho de 2011

 

 

Em Montevidéu, julho de 2015

 

Na Aba "Dicas e sugestões" reunimos uma série de informações e dicas que poderão ser úteis sobre diversos destinos e situações. Consultem aqui

 

Sabe como é, nem tudo é perfeito. Viajante tem perrengue pra contar. Temos os nossos.

 

Quando viajar? A rigor, quando podemos ou é possível. Mas o sentido da pergunta não é esse. Por exemplo, Europa e Estados Unidos durante o inverno? É possível? Veja bem, se o viajante não curte mesmo o frio, se sofre com a ventarola amena invernal de um Rio de Janeiro, então é preciso reconhecer que Eorupa e Estados Unidos durante o inverno podem não ser boa ideia. Sem sombras de dúvidas, podemos garantir que, em geral, não há perrengue. Há aquecimento em tudo e em todo lugar, de modo que você não congela assim tão facilmente. Pra ser franco, nós adoramos o inverno europeu. Achamos que a paisagem é mais bonita, é mais bacana para caminhar (e não andamos pouco!). É claro que, eventualmente, pode-se passar pequenos sufocos. Anos atrás, por exemplo, atravessamos algumas dificuldades na Escócia em meio à uma tempestade. No início de 2017, em Berlim, também enfretamos muito frio e neve. Mas sem arrependimentos, o saldo é inteiramente positivo. 

 

Lá vão as moças passeando em Berlim!

 

Já estivemos na Europa durante o verão, a paisagem é outra, é claro. E todos sabem disso. Cidades como Veneza, que tivemos oportunidade de visitar no verão e no inverno, podem ser impossíveis de caminhar durante a estação mais quente. No final das contas, pensamos que quem pode viajar durante as estações intermediárias (outono e primavera) certamente faz bom negócio. Não é só temperaturas mais amenas, é menos gente e preços melhores! Nossa ponderação pró Hemisfério Norte durante o inverno, no entanto, tem limites: achamos que Canadá e Escandinávia, por exemplo, devem ser evitados. Os invernos são muito rigorosos! Já o Reino Unido (Escócia, Inglaterra, Irlandas), onde estivemos durante o inverno, a despeito da posição lá no topo do mapa, por razões que envolvem correntes marinhas etc, não costumam sofrer com muita neve e frio. É, portanto, viagem viável na estação mais fria!

 

Esperamos que essa matéria possa ter te animado para viajar. Os benefícios são conhecidos, temos memórias maravilhosas de nossas perambulações e visitas. Em retrospectiva, até os perrengues são engraçados! Como Laura viaja, cronicamente, desde um ano e meio de idade, vivemos a sensação de que estamos apresentando um pouco desse mundão para ela (e para nós mesmos, é claro). Entendemos diferenças, culturas e perspectivas de vida e de mundo. Cada povo faz seus acordos e escolhas, refletidas ou não. O fato é que, quanto à viagem, se compreendida como um projeto - e não como um impulso de consumo - não resta dúvida que poderá ser viabilizada. Depois? Só história para contar!