A África e racismo: experiências turísticas

20/09/2014 09:39

 

Viagem é sempre oportunidade para aprender. Não dizemos "aprender" como uma obrigação ou necessidade, mas como alguma coisa que se realiza, digamos, naturalmente, seja pela observação do cotidiano dos lugares por nós visitados, seja pelas oportunidades geradas por museus, feiras, exposições e outras iniciatias organizadas.

 

Um dos temas que nos chama a atenção é a questão do racismo e o tratamento dado ao continente africano por instituições como museus e exposições. Nesse sentido tivemos algumas experiências bastante interessantes. Essas experiências poderiam ser agrupadas em pelo menos duas chaves ou perspectivas: uma positiva, em que a herança africana e do negro no mundo são observadas sob uma perspectiva positivada. Nesses casos, predomina, como regra, a contribuição do negro ao campo das artes.

 

O Museu Nacional de Arte Africana, em Washington (EUA), por nós visitados em outubro de 2012, é um bom exemplo. 

 

 

Trata-se de um espaço muito rico em exemplares nas artes plásticas e pintura. Aliás, o museu, por si só, já vale a sua visita. A sua entrada, relativamente pequena e modesta, não dá conta do imenso espaço subterrâneo que abriga um acervo digno de nota. O museu faz parte do sistema Smithsonian (Ver também: laura-no-mundo.webnode.com/news/o-smithsonian-e-o-museu-de-historia-natural%3a-divers%C3%A3o-garantida/)

 

 

No continente europeu, como era de se esperar, há igualmente importantes espaços dedicados aos temas do racismo a da África. Um dos mais incríveis que visitamos, em janeiro de 2014, foi o Museu Internacional da Escravidão, em Liverpool, no Reino Unido. 

 

A visita à esse museu foi também tão interessante que gerou uma matéria somente dedicada a ele: laura-no-mundo.webnode.com/news/racismo-em-pauta%3a-o-museu-internacional-da-escravid%C3%A3o-de-liverpool/.

 

Esse museu, além de retratar a problemática do racismo, não deixou de adotar uma perspectiva positiva da África e da contribuição africana à cultura, à política e à produção do conhecimento em termos gerais.

 

Já em Londres, no Museu Brtiânico, nos deparamos com a face mais conhecida e divulgada da África, aquela marcada pela violência. Nesse caso, o destaque se dá pela dimensão negativa:

 

 

Na famoso Louvre, em Paris, nos deparamos com uma seção dedicada à África, quando em nossa visita em janeiro de 2013.  Se tomarmos a dimensão do museu, bem como seu acervo dedicado ao norte da África e Oriente Médio, chegamos à conclusão de que seu acervo sobre a África sub-saariana é muitíssimo modesto.

 

 

Do conjunto de experiências retratadas nesses diferentes espaços, como se vê, há um certo destaque de uma imagem negativa, do sofrimento e das dores impostas pela fome e pelas guerras. Obviamente não são retratos concebidos fora da realidade, uma vez que o continente passa por dificuldades sérias e conhecidas há muito tempo. No entanto, nem tudo é dor, nem toda a África e os africanos se resumem ao sofrimento. Daí nos deparmos com acervos que apontam também para uma África ativa e positiva. 

 

Há que notar, ainda, que não há apenas uma África "primitiva", há também uma África moderna e urbana, em que se faz música, pintura e literatura modernas. Essa África parece, ainda, bastante ausente dos museus e exposições. Com exceção do museu em Liverpool, é o que se pode dizer dos demais.

 

Para detalhes sobre os destinos citados nessa matéria, acessem: laura-no-mundo.webnode.com/roteiros-de-viagem/