Viagem no inverno: comentários sobre quem viaja tendo o frio como companheiro!

11/07/2015 05:53

 

Simplesmente adoramos o frio! Ele nos anima a melhor comer, andar, passear. Não concordamos com a imagem que sugere gente encolhida, dormindo, indisposta, enfim. Essa imagem, exceto pelo encolhido, parece combinar mais com o calor insuportável que somente o verão nos oferece.

 

Somos daqueles que conhecem as cidades e atrações por intermédio de caminhadas. Não é táxi, muito menos o metrô que permitirá aquele olhar atento ao local em que nos inserimos, certo? Imaginem caminhar até as 20 ou 21 horas com sol, com roupa molhada ao corpo, aquela sensação de falência tipicamente tropical? Nem pensar.

 

 

Por essas e outras sempre nos animamos a fazer nossas viagens, digamos, mais robustas em pleno inverno. No hemisfério sul fizemos boas viagens de inverno para Buenos Aires e Florianópolis. No hemisfério norte, visitamos na estação mais fria a França, Portugal, Inglaterra, Escócia, Alemanha, República Tcheca, Austria e Hungria. Onde sentimos mais frio? Como nos viramos? Vejamos:

 

Em primeiro lugar que fique claro que frio não se combate necessariamente com excesso de roupa, mas com roupas simplesmentes adequadas para o frio. Por exemplo, mais vale um casaco impermeável ao vento e à chuva do que um grosso casaco de lã, em que o ar frio atravessa facilmente o tecido. Sendo assim, não levamos muita roupa, elas pesam e tornam o traslado mais complicado. Basta um ou dois casacos "adequados" que tudo se resolve. Algumas áreas do nosso corpo podem ser particularmente vulneráveis, são elas: pés, mãos e cabeça (com destaque paras as orelhas). Todas são extremidades corporais, costumam não ser impecavelmente abastecidas com o calor de nosso sangue. Precisamos, portanto de, respectativamente, boas meias, luvas e tocas. Mais uma vez vale a regra do adequado. Luvas, por exemplo, de couro são ideais, pois são impermeáveis ao vento e chuva. 

 

Em Londres, janeiro de 2014.

 

Chapéus ou tocas, é claro, são muito bem-vindos. Essa costuma ser uma região em que se perde importante calor.

 

Há, pelo menos, duas formas de se sentir frio: por despreparado e por condições realmente severas. Por despreparo acho que sofremos uma única vez, e foi em Versalhes, na França. As condições metereológicas se alteraram intensamente e fomos pegos de surpresa. Ou melhor, ignoramos o sinais metereológicos emitidos pela TV e imprensa. Foi desagradável.

 

As outras situações envolveram condições de tempo severas, e foram em Edimburgo, na Escócia; e em Berlim, Praga e Budapeste. Em Budapeste passamos por uma situação de fato intensa. Em todas essas cidades nos deparamos com a seguinte combinação: ar frio e muito vento. Combinação terrível, pois perdemos calor muito rapidamente. Em Budapeste o vento frio fora tão forte que deixamos de sentir os dedos dos pés e das mãos. Foi, digamos, chato. Tivemos que nos abrigar em um café para ganhar um pouco de calor. Aliás, mesma manobra que adotamos em Edimburgo, anos antes.

 

Em Edimburgo, Escócia, janeiro de 2014.

 

Caso seja sua primeira viagem para a Europa invernal, saiba que essas são situações limites. No geral impera um bom aquecimento em tudo. Transporte púbico, lojas, hotéis etc, tudo tem aquecimento e costuma funcionar bem.  

 

Paris, fevereiro de 2004

 

Quem não suporta muito frio e também não é chegado ao sol torrando os miolos, é claro que a boa alternativa são as estações intermediárias (primavera e outuno). Tivemos oportunidade de visitar Washington, nos Estados Unidos, em pleno outono e foi muitíssimo agradável. A temperatura estava ligeiramente fria, mas longe de incomodar. Alguns dias chegamos a sentir um pouco de calor, até. Visita semelhante fizemos ao Chile, também em outubro. No entanto, enfretamos dias bastante quentes. Temperaturas acima de 32 e 33 graus afetam, em nossa opinião, a qualidade dos passeios e caminhadas.

 

Em Paris, janeiro de 2013.

 

Visitamos na passagem do verão para o outono Barcelona, Marselha (França), Veneza, Viena, Berlim, Amsterdam e Bruxelas. Encaramos dias bem quentes em Barcelona, Marselha e Veneza. Teve, por essa razão, um certo desgaste. Dias mais agradáveis e eventualmente frios enfrentamos nas demais cidades. 

 

Precisamos reconhecer, contudo, que se trata de uma opção complicada para quem tem filhos menores, pois há uma coisa chamada calendário escolar! Nos restam os extremos: verão ou inverno. Obviamente, por tudo que dissemos, ficamos com o último!