Quais os principais desafios em viagens com crianças?

13/08/2014 12:57

 

Crianças, por uma série de razões, são diferentes umas das outras. Umas mais agitadas, outras mais calmas; umas mais choronas e dengosas, outras mais resilientes e duronas. Enfim, cada uma delas tem suas diferenças. Mas, aqui entre nós, são também muito parecidas, pois costumam responder às questões impostas pela vida de uma meneira relativamente semelhante. Essas semelhanças nos interessam.

 

Com base em nossas experiências, e supondo que a Laura poderia expressar o que expressaria qualquer "criança comum", nós elaboramos a lista abaixo sobre as principais dificuldades que os pais podem enfrentar em viagens com crianças de até 4 anos de idade. 

Antes de tudo, cabe dizer que viajar é lidar - e até esperar - a diferença. Diferença que se expressa de diferentes formas: cheiros, temperatura, língua, alimentos etc. A depender do lugar para o qual nos dirigimos, as diferenças podem ou não se acentuar.  Pois bem:

 

1) Nesse cenário, uma viagem com uma criança de até dois anos, costuma ter uma importante vantagem. Elas ainda aceitam alimentos supostamente estranhos com relativa tranquilidade. A partir dessa idade, a criança começa a desenvolver imensa capacidade de perceber sabores e texturas. Então começam as resistências na forma de um irritante "não quero". Aliás, antes mesmo de experimentar, a aparência estranha do alimento já é suficiente para a negativa. Tendo por base o dito, nossa experiência em Buenos Aires com a Laura, em seus um ano e meio de idade, foi excelente. Comia-se de tudo. Já as estadas em Paris, Londres, Edimburgo, Lisboa e outras cidades não se pode dizer o mesmo. O que fizemos? 

 

Não tem jeito, é preciso se apelar para certos alimentos. Por exemplo, em nossa estadia no Reino Unido, a dieta de Laura praticamente se reduziu às babatas. Nada mais inglês, certo? Era o que ela suportava. Como viagem tem, infelizmente, data para acabar, não vemos problema em manter uma dieta pouco equilibrada, mesmo que imprópria, por algum tempo.

 

2) Se os primeiros anos de idade impõem essa imensa vantagem em lidar com crianças mais dispostas à comilança, precisamos reconhecer que tem a imensa desvantagem em nos oferecer o seguinte cenário: crianças menos resistentes ao meio. Dito claramente, as crianças são mais vulneráveis à infecções (sobre isso ver: laura-no-mundo.webnode.com/news/febre-na-crian%C3%A7a-durante-a-viagem%3a-desesperar-/). Já na altura dos 4 anos e em diante, as crianças já apresentam o sistema imunológico bem mais constituido. Daí são mais resistentes aos microorganismos que nos rodeiam.

 

3) Os aspectos anteriores, sem dúvida, são os mais importantes e de maior impacto na viagem. Há, ainda, pequenos "detalhes" que não deixam de produzir repercussão na qualidade da viagem. Um deles é o tamanho da bagagem. Não se sintam tentadas à levar tudo, é preciso muita calma nessa hora. A bagagem deve conter o que é realmente importante. Muitos casacos, por exemplo, tornam as malas mais pesadas do que deviam, complicadas para serem manuseadas. Isso tudo, o que é pior, sem ganhos. 

 

Bonecas, carrinhos e outros brinquedos costumam quebrar um bom galho nas filas de espera. Tablet, por exemplo, é como um anjo. Mas, evidentemente, o excesso não traz ganhos. Nossas sugestões sobre o que deve estar em sua bagagem: laura-no-mundo.webnode.com/news/viajando-com-crian%C3%A7as%3a-o-que-levar-/

 

A organização do roteiro merece cuidados, sobre isso tratamos na matéria a seguir: laura-no-mundo.webnode.com/news/viajar-com-crian%C3%A7a%3a-como-e-que-fica-o-roteiro-/