Piadas prontas em viagens

08/07/2015 10:39

 

Viagens, com ou sem crianças, são quase a garantia de encontros, digamos, inusitados. Os erros saltam aos olhos, afinal, nos deparamos com o novo (Ver: laura-no-mundo.webnode.com/news/nossos-erros-nas-viagens-internacionais/). Gafes? Sim, algumas boas (Ver: laura-no-mundo.webnode.com/news/viagem-e-gafes-politicas-/). 

 

Piadas-prontas? Inúmeras. Nem sabemos por onde começamos. Vejamos:

 

1) Em 1998, vindos de Bruxelas em um vôo da companhia aérea portuguesa TAP, fomos parte do seguinte diálogo: Aeromoça: "o senhor quer pasta ou frango?" Dissemos: "frango, por favor". Aeromoça: "só temos pasta!" Perguntamos: "se não há escolha, por que a senhora nos pergunta?" Aeromoça: "é o protocolo!" Pensamos: isso que é obediência às normas e condutas institucionais, não é mesmo?

 

2) Mais recentemente, em 2004, em Lisboa, vindos de Londres, perguntamos para um funcionário do aeroporto: "por favor, onde encontramos um elevador?" Ele responde: "há um ali, se funciona eu não sei!" Portugal nos lança o desafio de sermos precisos em nossas perguntas, será que deveríamos ter perguntado: "Por favor, onde há um elevador a funcionar?"

 

3) Por fim, na mesma estadia em Lisboa, estávamos no táxi quando de repente é anunciado a seguinte programação: "Vamos ouvir o que os nossos ouvintes esperam para o ano de 2014". Detalhe: se tratavam de registros gravados de uma rádio estatal. Quando perguntada: "o que a senhora espera para o ano de 2014". Ouvimos como resposta: "Otimismo eu não tenho nenhum!" Nós não resistimos e caimos na gargalhada! Imaginem, alguém deu um depoimento dessa qualidade, ok. Não satisfeitos com o registro, ele é replicado na programação da rádio! Por coisas como essa ficamos pensando que Portugal teria alguma dificuldade de sair do quadro de crise financeira: que desânimo! 

 

3) Alguém pode imaginar um hotel em que todos os funcionários não falam sequer a língua inglesa? Pois bem, assim foi em uma pequena cidade no interior da Alemanha, chamada Halle. Perguntávamos em inglês e recebiamos uma misteriosa resposta em alemão. Mais curioso foi o fato de, ao chegar ao Brasil, recebermos uma cobrança indevida do hotel em nosso cartão de crédito. Ficamos pensando se não seria pelos serviços de tradução simultânea que não ocorreram.

 

4) Por falar em Alemanha, nos perdoem os marxistas, mas em nosso retorno ao pais, em 2014, foi uma piada pronta uma família de social-democratas brasileiros (segundo sentido europeu, que nada tem que ver com o PSDB brasileiro) procurando as imensas estátuas de Marx e Engels e o tempo inteiro se deparar com a seguinte resposta: "não sei onde fica!". Ou seja, ninguém sequer lembrava onde estavam as estátuas que, outrora, eram um dos principais símbolos do regime local (afinal, estávamos do lado oriental). Lembramos bem de entrar em um restaurante e o garçon franzir a testa com a pergunta, como se de fato fosse alguma coisa inusitada, e certamente, sob o ponto de vista deles, o era!

 

Eis os famosos desconhecidos!

 

5) Em Santiago do Chile conversávamos com um turista em inglês que encontramos no centro da cidade. E papo segue sobre impressões gerais sobre a cidade, coisas que ele tinha feito e recomendava etc. De repente ele se dirige a gente e pergunta: "de onde vocês são?" Nós: " do Brasil". Ele: "eu também!". Então a gargalhada tomou o local. Encontro e desencontro, num só tempo!

 

6) Nos perdoem nossas queridas companhias de viagem, mas em 2012, nos Estados Unidos, piada-pronta foi ouvir "Mc Donalds" como resposta para a seguinte pergunta: "onde vamos comer?".

 

7)  Ainda nos Estados Unidos, imaginem pegar um táxi, dirigido por alguém do Oriente Médio, e o sujeito não esconder o descontentamento em nos levar. Será por que? Havia um único homem no carro, demais mulheres. As mulheres faziam perguntas ao motorista, mas ele as respondia para o homem, isto é, para o Carlos. Ou seja, ele não se dirigia a palavra às mulheres! Piada-pronta e de mal gosto.

 

8) Em algum lugar no sul da França, piada-pronta foi ouvir um turista australiano a nos perguntar se o que falávamos era um dialeto italiano. Por essas e outras chegamos a conclusão de que a língua portuguesa, apesar de falada por milhões e milhões de pessoas em vários cantos do planeta, era ao mesmo tempo um código secreto.

 

9) Em Paris, ouvir de um norte-americano: "ahh você é do Brasil?". "Sim, você conhece?" Ele ouviu como resposta e nos devolveu: "Conheço, não é aquele pais em que as pessoas ficam dançando na rua?". Confessamos que nos imaginamos indo à padaria dançando, no banco dançando, indo para ao trabalho? Dançando, é claro.

 

No centro histórico de Praga nada poderia melhor sintetizar o mal-humor tcheco, pelo menoss daqueles com os quais nos deparamos.

 

10) Por fim, em Praga, República Tcheca, piada-pronta foi ouvir de um garçon que os cidadãos locais não gostavam muito de estrangeiros, exceto se falassem bem o tcheco. Imediatamente dissemos: "bem, vão continuar a não gostar da gente".

 

Para nossa sorte não faltava humor em todos os tchecos!

 

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