Nossos erros nas viagens internacionais!

28/06/2015 06:58

 

Há sempre um componente de inesperado em uma viagem, e que bom que seja assim! Imaginem uma viagem em que tudo está previsto, sem surpresas, apenas uma mera programação amarrada previamente? Que tédio seria isso, hein! O barato da viagem é, justamente, a possibilidade de sair da rotina, se deparar com a novidade, o nunca visto e/ou apreciado.

 

Alguma coisa com essas características, é lógico, nos convida ao erro. Depois de 5 anos viajando pelo mundo com a Laura, onde e por que erramos?

 

Entendamos, desde já, por "erro" aquela decisão equivocada cujo resultado se desdobrou em um problema. É conveniente compreender essa relação - erro e consequêncuas - para não repetirmos, certo? Vejamos:

 

1) Estando fora do pais recomendamos que levem à sério a previsão do tempo. Em primeiro lugar porque, a depender do pais, as consequências podem ser mais desastrosas, se comparadas ao Brasil. Há países que alertas podem representar nevascas e outros fenômenos metereológicos que, de fato, impõem risco à vida. Em segundo lugar porque, também à depender do pais, a qualidade da previsão é superior à nossa. isso que dizer que, diante da superioridade tecnológica, se pode fazer previsões mais exatas e reais. Muito bem, considerando isso tudo, que, aliás, já sabiamos, onde erramos? O primeiro erro foi em janeiro de 2004, portanto, antes do nascimento de Laura. Estávamos em Paris e nos dirijiamos para Versalhes. Na noite anterior foi dado um alerta de frio e nós o ignoramos. Estávamos há quase dois meses em Paris e, aparentemente, acostumados com o frio do inverno. O resultado é que nos vestimos mal e sofremos muito, muito com o frio em Versalhes. Confessamos que sentimos muito mais frio se comparado ao frio que enfrentaríamos anos depois no leste-europeu. O segundo erro - parece que somos teimosos -, se deu em janeiro de 2014 (10 anos depois!), já com Laura em nossa companhia. Estávamos em Edimburgo, cidade conhecida pelas mudanças climáticas abruptas. Fomos avisados que haveria ventos muito fortes e frios, o que fizemos? A mais pura estupidez: nos dirigimos para um dos pontos mais altos da cidade (o Carlton Hill). Não temos muitas dúvidas de que foi um dos piores momentos em nossa viagem pelo Reino Unido! Quer uma sugestão para previsão do tempo fora do pais? Nossa experiência revelou que o Accuweather é mais confiável, vejam: laura-no-mundo.webnode.com/news/previs%C3%A3o-do-tempo%3a-em-quem-confiar-/

 

Vista de Edimburgo do Carlton Hill

 

2) Em dezembro de 2012 embarcávamos para Paris, alugamos um apartamento e combinamos de ligar, do aeroporto em Paris, para o proprietário. Contratamos os serviços internacionais da brasileira Vivo, não pagamos barato, mas estávamos tranquilos. Quando chegamos ao aeroporto, os dois celulares não funcionavam. O único telefone público que encontramos no aeroporto apenas aceitava moedas! Não teve jeito, pegamos o RER e seguimos direto para o centro de Paris. Quando chegamos na porta do prédio, em que estava o nosso apartamento, redescobriamos o óbvio. Não há zelador em prédios em Paris! Já sabiamos disso, é claro. Para entrar é preciso digitar um código. Como teríamos acesso ao código se não conseguiamos ligar para o proprietário? Ora, por que não pedimos esse código antes, meu Deus? Tivemos que apelar para o tal jeitinho brasileiro. Paramos uma família que passava na rua e explicamos nossa situação, o pai foi muito gentil e nos emprestou seu celular! Então, finalmente, fizemos contato com Jean Pierre, o proprietário do imóvel. Foi um desgaste necessário. O que poderíamos ter feito? Para início de conversa, ter pedido o código de entrada no imóvel. Em segundo lugar, uma dica conhecida, não contratem serviços de telefonia brasileira para o exterior: são caros e funcionam seletivamente. Prefiram comprar um chip local e usar os serviços nacionais.

 

Com o código tudo fica mais facil!

 

3) Erro de principiante - que já não éramos! -, mas que dá um trabalho danado: deixamos todos os medicamentos que costumamos levar para Laura (Ver: laura-no-mundo.webnode.com/news/viajando-com-crian%C3%A7as%3a-o-que-levar-/) em nossas bagagens de mão para embarque em avião! E como não se bastasse, cometemos esse erro em um dos aeroportos mais chatos do mundo em matéria de segurança: Heathrow, em Londres. Quando o detector constatou recipientes com líquidos, pronto, fomos separados e tivemos que abrir simplesmente tudo, dar explicações, mostrar para cada recipiente uma receita médica. Deu trabalho, aborroceu e perdemos precioso tempo. Fica a recomendação: leve na bolsa de mão somente o indispensável, como soro fisiológico e anti-térmico, por exemplo. Não faz sentido levar antibiótico, a não ser que esteja sendo administrado.

 

É claro que os erros aborrecem e tiram a paciência, mas é preciso também ter certa dose de generosidade com os errantes. Afinal, estamos em viagem para se divertir e ser feliz, não para amplificar os erros e torná-los piores do que realmente são!