Compra e transferência de milhagens: vale à pena?

20/06/2015 07:20

 

Um dos problemas dos programas de milhagens é, naturalmente, conseguir acumular pontuação suficiente para se tirar uma passagem. Quantas vezes temos uma pontuação relativamente importante, mas que não cobre o necessário para uma perna sequer para um destino?

 

Uma possibilidade, potencialmente interessante, é a compra de passagens, de forma conjugada, usando milhas e dinheiro. Em nossa opinião, contudo, não são muitas as situações em que essa modalidade de fato vale a pena. Acontece que, muito frequentemente, o desconto em dinheiro não é compatível aos pontos cobrados como contra-partida. Pelo menos no caso do Smiles essa tem sido a regra (ver: laura-no-mundo.webnode.com/news/promo-smiles-vale-a-pena-/.) 

 

No caso da Tam, para que tenham uma ideia, recentemente (maio de 2015), fizemos vários testes. Cotamos Rio-Zurich-Rio por grana e cotamos pela combinação milhas e dinheiro. Vejam o resultado curioso: exclusivamente por dinheiro, 3 passagens ida e volta sairiam por alguma coisa próxima a 10 mil reais. Caso combinássemos dinheiro e milhagens, o negócio era o seguinte: 90 mil milhas + 11 mil reais !!!!! Faz sentido? Obviamente que não. É evidente que a discrepância se explica pelo fato de estarmos lidando com empresas diferentes: a companhia aárea TAM e a TAM Viagens. Cada qual constrói sua própria planilha de custos e preços, sem necessária comunicação uma com a outra.

 

Recentemente o Multiplus nos trouxe outra possibilidade: o repasse de pontos seus para terceiros e vice-versa. Significa que, na prática, aqueles pontos de seu pai, mãe, marido, esposa ou de quem for, agora podem ser transferidos para você. Esse tipo de recurso aumenta muitíssimo as chances de se conseguir trocar passagens por milhagens. Mas ele vale a pena?

 

Veja como funciona:

Veja como funciona

Todos sabem: não há almoço grátis! Vejam como funciona, em detalhes, essa iniviativapromo.pontosmultiplus.com.br/transferenciadepontos/

 

O sistema múltiplus cobrará 40 reais por cada mil pontos transferidos. Sendo assim, caso transfira mil pontos, pagará 40 reais; 3 mil, sairá por 120 reais e assim por diante. Evidentemente a manobra merece ser usada com seletividade e dentro de um parâmetro de real necessidade. Caso falte, por exemplo, apenas 3 mil pontos para tirar uma passagem, pode valer a pena. Note que um volume muito grande de pontos transferidos torna o processo, nos parece, bastante injusto. Afinal, os pontos são nossos, certo? Cobrar para fazer uma manobra que, aparentemente não traz custos, e que estimula o consumo dos produtos do próprio programa, nos parece alguma coisa desnecessária. Mas assim é o olho grande do capitalismo...  Usemos com moderação!

 

 

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