Mas é só isso? Os maiores fiascos em viagens!

01/07/2015 08:04

 

Sabe como é, ninguém vai para um destino ou atração desprovido de perspectivas. Isto porque é evidente que somos motivados por alguma expectativa ou encanto prévio. Quando o que vemos bate com as expectativas, que maravilha! Mas quando não? Quantas vezes não vemos a hora de chegar ao lugar e quando nos deparamos com o cenário, falamos: Mas é só isso?

 

Pensando nessas situações desagradáveis fizemos nossa lista de maiores decepções em viagens.

 

1) Com tristeza informamos que o centro histórico de Florianópolis foi, até o momento, nossa maior decepção. Adoramos a cidade, mas o centro histórico, mal cuidado, sem vida, desprovido de sentido, não é compatível com a bela Floripa. O que dizer do Palácio Cruz e Souza, que abriga o Museu Histórico de Santa Catarina? Ele encarna nossa decepção (Ver: laura-no-mundo.webnode.com/news/o-centro-historico-de-florianopolis-santa-catarina/). Suas instalações mal-cuidadas, seu acervo pobre e mal explorado dão a medida do fiasco.

 

O Mercado Municipal de Florianópolis, quando lá estivemos, em julho de 2014, estava, ao menos, em reforma.

 

2) Talvez estejamos cometendo uma espécie de heresia, ok. Mas ficamos muito decepcionados com o El Caminito, em Buenos Aires. Sim, o lugar é singular e diferente, mas, por outro lado, não consegue esconder um certo ar fake, seja pelo excesso de bugigangas chinesas à venda, seja pelos dançarinos que insistem em nos tirar para uns passos de tango, seja pelos restaurantes assim meia-boca. Sendo claros, achamos que em sua primeira visita à Buenos Aires o lugar merece sua atenção, depois, não nos parece que mereça seu tempo (Ver: laura-no-mundo.webnode.com/news/buenos-aires-el-caminito/)

 

Sem dúvida, as cores do El Caminito estão entre as coisas que mais bem impressionam

 

3) O Museu de SIssi, em Viena, também está entre nossas maiores decepções. Diga-se de passagem que o local, como tudo em Viena, é muito bonito. A questão é o acervo e a forma como ele é apresentado. O museu, a bem da verdade, não nos deixa de surpreender ao rever, de forma muitíssimo crítica, a personagem histórica. Ela será, pouco a pouco, sendo demolida e ao final nos sentimos diante de uma pessoa desprovida de qualidades, egoista e mediocre. Como se no esforço de "humanização" da personagem justamente sua face humana fosse desmantelada. Enfim, trata-se de uma visita que, ao final, não sabemos muito o que dizer, exceto alguma palavra de repulsa a Sissi na forma de "mas é só isso?". (Ver: laura-no-mundo.webnode.com/news/as-inutilidades-da-viagem%3a-isabel-da-austria-e-a-inven%C3%A7%C3%A3o-de-sissi/)

 

Isabel de Austria (1837-1898)

 

4) Nascidos nos anos 70, vivemos mais intensamente os movimentos culturais e a música dos anos 80. O rock britânico, em especial, teve boa audiência em nossas casas. Bandas como Smiths, New Order, Cure e muito outros foram alvo de nossa especial atenção. Quando estivemos em Manchester, em janeiro de 2014, não perdemos a oportunidade de visitar um dos lugares em que esse movimento e música emergiu na cena britânica. Visitamos a Fac 51, também conhecida como The Hacienda, antigo clube que serviu de cenário para os primeiros shows dos Smiths e também do New Order, ambas bandas mancunianas. Um dos clipes dos Smiths, por exemplo, ("Stop me if you think you are heard this one before") tem suas cenas na entrada do Fac 51 (Ver www.youtube.com/watch?v=SckD99B51IA). Bem, melhor seria não ter ido ao vellho clube tão distante, lá na periferia de Manchester. Por que? Simplesmente porque não há nada, apenas um local feio, sem referências diretas ao que fora no passado (Ver: laura-no-mundo.webnode.com/news/manchester-the-hacienda-e-o-rock-dos-anos-80/)

 

Sem lamentações, digamos que esses fiascos fazem parte do pacote de todo viajante, sem curiosidade e disposição não nos divertimos, certo?