Machu Pichu para quem quer sossegar o espírito

16/04/2017 06:00

 

É a segunda amiga que, coercitivamente convidada, escreve para o nosso blog. Coincidentemente a segunda bibliotecária. Bárbara faz jus ao nome, falante e inquieta, disse-nos que precisava fazer a viagem para Machu Pichu para "sossegar o espírito". E assim foi. Ao que tudo indica, sob esse ponto de vista, a viagem não foi exatamente um sucesso, Bárbara continua inquieta como de costume. Mas a experiência, sem dúvida, foi dez! Assim ela nos fala:

 

A maioria das pessoas quando ouve "Viagem espiritual" pensa naquele filme: "Comer, rezar e amar”, preciso dizer que não tem nada disso. No final das contas, uma viagem dita espiritual se apresenta como um monte de gente normal, com passagens de avião, reclamando por alguma coisa. Assim comecei a minha primeira viagem espiritual com o Mestre Horivaldo Gomes (representante do yoga integral no Brasil). Nunca tinha viajado com um Mestre, como ele diz: "Confia na graça e vai". Confiei e fui. Foram dez dias, trocando de hotel, passando de um calor do inferno para um frio do capeta (ops, a viagem não era espiritual? rs) O percurso tinha roteiro, feito pelo Mestre, é claro: guia, hotel reservado, ônibus para traslado e coisas do tipo. Tudo muito organizado por profissionais de uma agencia de viagens. Viajar por conta própria fica mais barato?! Fica sim, mas - preciso confessar - minha inquietude não permite paciência para fazer essas coisas.

 

 

O roteiro: Vale Sagrado (duas noites) - Cusco (três noites) - Puno (duas noites - Lima (uma noite)

Duração do tour: 09 dias -  08 pernoites . Hotéis 3 * com café da manhã

Vôo internacional: saindo do Rio ou de Recife

Ônibus especial: CUSCO / PUNO

Seguro viagem: para o período com cobertura  de $ 20 mil

 

25 FEV. CUSCO - VALE SAGRADO

Recepção e meditação de boas vindas, seguindo para Vale Sagrado para hospedagem. –

                                              

A chegada no horroroso aeroporto de Cusco. se deu conforme o previsto. De lá pegamos um ônibus, e começamos nossa jornada pelo Vale Sagrado onde a altitude é menor. Mesmo assim passei mal, a altitude é absolutamente cruel. Há folha de coca por tudo quanto é lado, mas não foi capaz de segurar a minha onda. Um conselho é mastigar essas folhas até chegar no seu destino de volta, quem sabe assim você não passa mal! O Hotel que ficamos era maravilhoso, seu nome Vale Sagrado. Mas nem tudo é perfeito, uma vez que precisávamos acordar às 5 da manhã para as praticas de meditação e yoga. Isso não foi bacana.

 

À direita a nossa Bárbara!

 

26 FEV. VALE SAGRADO 

Descoberta dos centros de poder de Ñawpa Waka e da Mandala da Pachamama em Moray. Hospedagem no Vale Sagrado. 

 

Espero que você goste de andar, e não tenha nenhum problema com precipícios. Fomos de ônibus, não é um local com locomoção tranquila. O povo local não é muito promissor quando se trata de dar informações. Minha experiência revela que melhor mesmo é ter um guia.  Andamos o dia todo, o Mestre não parava para almoçar. Em cada “local de poder” (centros com alta vobração) parávamos para meditar e cantar. Moray, é lindo demais. Tem muitos grupos fazendo vivências espirituais, pode se ver de tudo. Não esqueça de levar repelente, protetor e água.

 

 

O mestre

 

27 FEV. MACHU PIJCHU - CUZCO.

Muito cedo viagem em trem ao vilarejo de Águas Calientes. Visita à cidade Sagrada de Machu Picchu. Pela tarde retorno a Cuzco em trem e ônibus. Hospedagem em Cuzco.  

 

 

Muito cedo, muito cedo mesmo, às 5h15 já tinha feito minha prática de yoga, arrumado minha mala e estava tomando café. Veja como a altitude afeta a mente das pessoas! Para pegar o trem para Cuzco você precisa de um ônibus ate a estação, o trem parte as 7h em ponto. Existem três trens, o dos burgueses, o dos aspirantes e metidos à classe média (fui nesse) e do povão. Uma dica: pague caro no aspirantes à classe média (150 dólares ida e volta), povão custa 12 dólares, mas até as Lamas dividem a viagem com você. Depois que você desce na estação, tem que pegar outro ônibus que deixa você no parque. O parque (Machu Pichu) tem dois ingressos, um para metade do dia e outro para o dia todo. Compre o de dia todo, o lugar é maravilhoso. Pode entrar com comida e água. Leve seu passaporte, no final tem um carimbo fofo.  Vale o dia todo. Durante o dia no parque choveu, fez um sol do inferno, choveu muito e depois apareceu um arco-íris. Aconselho fazer o passeio no parque com um guia, caso contrário chegará uma hora que você fica farto de ver pedras. Tudo tem um significado e uma explicação. A volta é a mesma coisa, ônibus até a estação de trem, trem, ônibus até Águas Calientes e depois outro até o hotel. Em Cuzco (com uma altitude generosa) o frio aperta. Chegamos tarde, e depois de andar o dia todo só queria dormir.

 

 

 28 FEV. TEMPLO DA AGUA E WAKAS

Visita ao Templo da Água, Labirintos e as Cavernas da Pachamama e ao final da tarde, cerimônia com o mestre Mallku no seu espaço. Hospedagem em Cuzco. 

 

Esse dia foi lindo.  O templo da água é M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O! A arquitetura está conservada, fomos abençoados com uma chuva que possibilitou ver como o templo funcionava. Experiência fantástica, o templo é aberto e gratuito. O lugar tem banheiro, pedintes e Lamas! As cavernas de Pachamama são abertas também, encantadoras e perfeitas para meditar. O hotel em Cuzco era lindo, mas muito gelado. Até agora não entendi, quem inventou parede de pedra para local frio. Toda a locomoção foi feita de ônibus, existem linhas de ônibus comuns que levam até esses lugares. O pessoal de Cuzco gosta de conversar e de assaltar fiquem atentos!

 

 

01 MAR. CASA DA LUA - JORNADA XAMANICA.

Visita a este centro sagrado com altas frequências lunares, oportunidade de vivência com a terra e descobrimento da visão interior. Retorno a Cuzco para hospedagem.

 

O local lembra a Chapada do Veadeiros e suas crateras lunares. Meditamos e comemos comida vegetariana. Durante esse trajeto não frequentei nenhum restaurante típico, a proposta da viagem era vegana. E os peruando são fãs do Ceviche. Não fez falta. Eles comem quinoa, batata, milho e pão basicamente. Confesso que voltei para o Brasil, tem um tempo que não como nenhum desses alimentos. Sim, fiquei de saco cheio de quinoa. 

 

 

02 MAR. CUSCO - PUNO 

Viagem à Puno para visita ao Lago Sagrado Titikaka. No trajeto visita ao Templo de Wiraqocha. Chegada a Puno no final da tarde. Hospedagem em Puno. 

 

Nessa altura já estava um pouco cansada de ver pedras. Pode tirar o Templo de Wiraqocha do seu roteiro, não tem nada demais. Fomos para Puno de ônibus, passando em Juliaca, o lugar mais feio que já vi nessa encarnação. No Peru, casas inacabadas não pagam IPTU, já viu né? Feio demais. Todos esses lugares são bem no interior, para alugar um carro em Juliaca é tranquilo. Os preços são parecidos com o do Brasil. Chegamos em Puno à noite, com a deliciosa temperatura de 5 graus. Criei uma relação de afeto eterno com o aquecedor. No hotel, pedi outro aquecedor além do quarto, fui muito bem atendida, colocaram outro aquecedor e continuei com frio. È um problema da minha pessoa.

 

03 MAR. LAGO SAGRADO TITIKAKA

Visita a Ilha do AMOR no Lago Sagrado Titikaka.

 

O Lago Titikaka, é o maior lago do mundo. Para chegar até o local, onde saem os barcos há ônibus, van ou caminhada. Eu amei, adoro viajar de barco. Dancei no teto do barco, foi a experiência mais libertadora da minha vida. O lago (nem salgado, nem doce, ele tem um gosto estranho. Mergulhei nele) é o ponto alto da viagem, todos (os que queriam) foram batizados nesse lago. Nesse batismo, você recebe um novo nome que descreve sua alma. O nome que recebi foi “Taraji”, do sânscrito: "pequena estrela, fé". Minha alma tem como missão levar conhecimento aos ignorantes, sendo bibliotecária acredito que estou no caminho... Rs. A comida de lá sempre é bem gordurosa, mas segura a onda do frio. O frio, nesse dia esqueci o frio. Além de dançar no teto do barco, dancei para os moradores da Ilha do Amor. Eles disseram que quem dança na Ilha do Amor, tem amor para o resto da vida. É preciso sair da Ilha até às 15h da ilha, escurece cedo e a maré fica agitada. Um guia, tenha um guia... Se não tudo é rocha e mato. 

 

 

04 MAR. PUNO - JULIACA - LIMA. 

Translado ao aeroporto de Juliaca para vôo com destino à Lima. Recepção em Lima e translado ao hotel para hospedagem. Possibilidade de caminhada no parque do Amor para reverencia ao Sol.

 

Nota-se que o guia estava no clima da viagem espiritual

 

Juliaca é feio demais. Não fiz caminhada no parque, quem fez disse que é lindo. Estava exausta da dança no dia anterior. Quando danço esqueço que sou feita de carne e osso, senti os efeitos no dia seguinte. Tire Juliaca do seu roteiro, pois é feia demais. (Já falei isso) Em Lima, ficamos em Miraflores. É um bairro boêmio e muito cultural. Há uma grande praça (que não lembro o nome), onde muitos artistas se apresentam. Estava com saudades desses movimentos, passei a noite na praça, ouvindo e vendo os artistas que tanto amo.

 

05 MAR. LA PAZ - LIMA 

Translado ao aeroporto para voo de retorno ao Brasil.

 

Voltamos. Eu, 50 dólares e muitos mantras para cantar. 

 

Documentação Necessária

Certificado de Vacina contra Febre Amarela Internacional

Carteira de Identidade oficial com emissão de menos de 10 anos

ou passaporte original, com validade mínima de 06 meses

**não são aceitas as carteiras emitidas por órgãos de classe ou forças armadas