Avião e gesso: problemas? O que fazer?

12/06/2014 19:44

No final de dezembro de 2013, Laura, em Londres, fraturou a tíbia direita. Um acidente que, obviamente, mudou o ritmo de nossa viagem, mas não alterou nossa disposição e roteiro. O atendimento médico foi impecável e encontra-se descrito em matéria já publicada (laura-no-mundo.webnode.com/news/acidente-durante-a-viagem-um-depoimento/). 

 

A viagem, como dissemos, seguiu em frente, e foi possível graças às boas condições do transporte público no Reino Unido (veja:laura-no-mundo.webnode.com/news/londres-acessibilidade-no-transporte-publico/ )

 

Resolvida a situação, fomos informados que teriamos alguma dificuldade com o embarque no avião em nosso retorno. A boa nova era que o gesso na perna da Laura deveria passar por um procedimento para que o retorno ao Brasil ocorresse em segurança. Acontece que com a mudança de pressão, no interior da aeronave, a perna da criança (ou mesmo do adulto) sofre uma espécie de dilatamento. A dilatação, por sua vez, põe a saúde da perna (ou do membro engessado) em risco, uma vez que pode sofrer importantes danos na circulação de sangue e na oxigenação do membro.

 

Como medida de segurança é, portanto, necessário valvular o gesso. O que vem a ser isso? Nada mais é do que abrir um ou dois rasgos no gesso, ou seja, na parte mais dura e sólida. Com esse rasgo o gesso passa a ser mantido íntegro somente graças às gazes. Desta forma é possível que o gesso se espanda, caso a perna aumente de diametro.

 

Ao saber disso, imediatamente entramos em contato com a TAP, que, além de exigir o valvulamento do gesso, nos pediu um documento assinado por médico em que se expressasse a boa condição de Laura para fazer sua viagem de avião. Mais do que manifestar as condições favoráveis para a viagem, o documento deveria descrever também o procedimento de valvulamento.

 

Assim fizemos, e não custou barato. Saímos de Manchester (UK) para Lisboa. Nada nos foi solicitado. Quatro dias depois embarcamos de Lisboa para o Rio de Janeiro. Mais uma vez ninguém da TAP nos interpelou sobre o tal documento. Sairia mais caro, caso fosse um adulto. Segundo fomos informado pela TAP, um adulto com gesso em uma das pernas deveria viajar em duas poltronas (uma vez que esticar a perna seria impossível). Como Laura tinha apenas 4 anos recém completados, foi possível que a pequena viajasse com alguma tranquilidade em uma única poltrona.

 

Concluimos o seguinte: o valvulamento é importante, pois aumenta a segurança no vôo para a pessoa que está com gesso. O documento é apenas uma solicitação burocrática. Sendo o valvulamento importante, e portanto deve ser feito, na dúvida não deixe de pedir uma descrição por escrito da situação do viajante engessado. Não estando o texto em português, recomendamos que esteja em língua inglesa. E boa viagem.