Polônia: Auschwitz

07/04/2014 07:13

 

Estivemos em Cracóvia, Polônia, em julho de 1996. De lá fomos de taxi para o campo de concentração de Auschwitz. Cerca de uma hora e meia depois de partir de Cracóvia, chegávamos, então, naquele lugar que entrou para a história pelo horror que foi capaz de produzir sistematicamente. Muito pode se dizer sobre o sentido de um museu em um lugar desses. Seria melhor esquecer? Ou devemos nos manter alertas sobre a possibilidade da experiência se repetir? Acreditamos que essa última pergunta faz mais sentido, por isso estávamos lá. 

 

Abaixo parede de fuzilamento dos presos de Auschwitz

Auschwitz é o maior simbolo dos horrores do racismo e do holocausto. Começou a ser ocupado por judeus, ciganos, comunistas e opositores ao regime de Hitler na primeira metade de 1940. Somente no início de 1945, com a chegada das tropas soviéticas e o fim da Segunda Guerra Mundial, que o campo seria definitivamente desativado.

 

 

Calcula-se que cerca de 3 milhões de pessoas foram assassinadas no interior de Auschwitz. Cerca de 2,5 milhões em suas câmeras de gás (foto).

 

 

Em 2002 a Unesco declarou oficialmente que Auschwitz era Patrimônio da Humanidade. Ainda assim, convém dizer que a visita é uma experiência de qualidade duvidosa. O ambiente é marcado pelo sofrimento, muitas pessoas choram e rezam. Tudo está preservado e como tal mantem o ar bastante sombrio. A escuridão se abate definitamente sobre nós quando vemos o muro onde as pessoas foram fiziladas e, na sequência, a camera de gás. Tudo é dor naquele lugar.

 

 

Como se vê, faz muito tempo que lá estivemos. Em termos museológicos, achamos que o local poderia ter um tratamento mais interessante ou didático. Não podemos de imaginar o seguinte: se, de repente, chegasse alguém que nada soubesse sobre a história do nazismo ou do holocausto, tivemos a impressão que sairia do museu sem respostas essenciais, do tipo: por que aquilo aconteceu? Quais elementos ideológicos e políticos foram parte daquela desgraça? Perguntas como essa, nos parecem, suficientemente essenciais para dar conta do que o museu, no final das contas, retratava.

 

Por fim, cabe dizer que o museu é bastante visitado por idosos, mas famílias e jovens são também público importante, seja pela herança judaica, seja pela vontade de melhor compreender o acontecido.

 

Saiba mais:

 

Sobre traslado Cracóvia-Auschwitz verlaura-no-mundo.webnode.com/news/taxi-para-auschwitz-conversa-entre-loucos1/

Sobre o racismo e o neonazismo na Alemanha verlaura-no-mundo.webnode.com/news/neonazistas-na-saxonia-alemanha1/